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Edição de abril: PLACAR lança o guia da Libertadores 2022

Já disponível em nossas plataformas digitais, edição impressa chega às bancas na próxima semana

Por Da redação 31 mar 2022, 14h07
Guia PLACAR da Libertadores de 2022
Guia PLACAR da Libertadores de 2022 PLACAR/Reprodução

A Copa Libertadores de 2022 está prestes a começar e o guia PLACAR da principal competição do continente já está disponível em nossas plataformas digitais, em dispositivos iOS e também Android, e em breve chegará às bancas de todo o país. Uma tradição ao longo dos mais de 50 anos de história da revista, a publicação traz uma análise de cada uma das 32 equipes que sonham com a glória eterna, com seu histórico no torneio e a ficha técnica das equipes brasileiras, além dos destaques dos concorrentes estrangeiros.

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Dentre os represantes brasileiros, o atual bicampeão Palmeiras terá a companhia de Flamengo, Atlético Mineiro, Corinthians, Athletico Paranaense e os estreantes Fortaleza, América Mineiro e Red Bull Bragantino. O país busca seu quarto título consecutivo, enquanto os argentinos querem encerrar esta hegemonia recente.

Mantendo um hábito dos últimos anos, PLACAR apresenta os seus palpites para o torneio, levando em conta não apenas a primeira fase, mas toda a competição. Confira, abaixo, a apresentação da Libertadores 2022:

INIMIGOS ÍNTIMOS

Por que a Libertadores se transformou em um torneio amplamente dominado por brasileiros e argentinos — roteiro que dificilmente será alterado agora em 2022

Palmeiras é tricampeão da Libertadores ao bater o Flamengo por 2 a 1 em Montevidéu
Palmeiras tornou-se tricampeão da Libertadores ao bater o Flamengo por 2 a 1 em Montevidéu Ernesto Ryan/Getty Images

A Copa Libertadores da América chega em 2022 à sua 63ª edição cada vez mais dominada por brasileiros e argentinos. No ranking geral do torneio, nossos vizinhos ainda estão à frente, com 25 troféus e doze vice-campeonatos. Mas, graças ao desempenho dos últimos anos, já ultrapassamos o número de participações nas decisões: em 38 ocasiões os times do lado de cá chegaram à final, com direito a quatro disputas de título “caseiras” (até hoje, só uma vez, em 2018, River Plate e Boca Juniors brigaram pela taça — o confronto em Buenos Aires, aliás, terminou em pancadaria e precisou ser transferido para Madri).

Uma análise dos finalistas da Libertadores desde seu início ajuda a entender como ela sempre foi dominada pelos times da Argentina, do Uruguai e do Brasil e, nos últimos tempos, se tornou uma verdadeira obsessão para os clubes brasileiros. Ninguém duvida de que a maior preocupação das torcidas, temporada após temporada, é garantir a vaga no torneio continental. Até porque ganhá-lo significa embolsar, ao longo do torneio, algo em torno de 25 milhões de dólares. Garante também passagem para uma esperança: a final do Mundial de Clubes, embora ainda pareça improvável que um time sul-americano possa superar o campeão da Liga dos Campeões da Europa. Não custa lembrar: a última vez em que deu zebra foi com o Corinthians, em 2012, no magro 1 a 0 sobre o Chelsea, num tempo em que o desnível técnico não era tão abissal quanto se tornou desde então.

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Vejamos, portanto, como foi trilhada a estrada que nos trouxe até aqui, no controle quase total de argentinos e brasileiros. Nas duas primeiras décadas (1960 a 1979), o que se viu foi um massacre do Cone Sul. Os hermanos venceram cinco das dez primeiras edições (Independiente e Estudiantes duas vezes cada um e Racing uma) e sete das dez seguintes (quatro títulos seguidos do Independiente, dois do Boca e mais um do Estudiantes). Além disso, perderam cinco finais. Para entender melhor o tamanho do predomínio, basta dizer que os times argentinos ficaram de fora das primeiras três disputas finais. E marcaram presença por dezessete anos consecutivos entre 1963 e 1979!

Benedetto, do Boca Juniors, provocou Montiel, do River Plate, na decisão de 2018 -
Benedetto, do Boca Juniors, e Montiel, do River Plate, na decisão de 2018 Matthias Hangst/Getty Images

Dois times uruguaios alcançaram dez finais naqueles vinte anos. Nada mau. O Peñarol conquistou três taças e deixou escapar a vitória em outras três ocasiões. Já o Nacional perdeu três vezes até subir ao degrau mais alto do pódio, em 1971. Perto dos vizinhos, o Brasil era café com leite, frágil e tímido. Apenas quatro equipes chegaram lá, em sete ocasiões. É fato que o Santos (sim, aquele de Pelé e cia.) foi bi da Libertadores e do Mundial em 1962 e 1963. E que o Cruzeiro levantou a taça em 1976. De resto, o Palmeiras perdeu para o Peñarol em 1961 e para o Estudiantes em 1968. O São Paulo caiu para o Independiente em 1974. E o Cruzeiro não resistiu ao Boca em 1977.

Vale destacar ainda que nos primeiros onze anos houve apenas um intruso entre os 22 finalistas: o Olimpia, vice logo na estreia, em 1960. O time paraguaio, aliás, se tornou o primeiro não argentino, uruguaio ou brasileiro a conquistar a Libertadores, em 1979. Nesse meio-tempo, Universitario, do Peru, Colo-Colo e Unión Española, do Chile, e Deportivo Cali, da Colômbia, se atreveram a chegar à decisão, mas todos caíram diante dos vizinhos. As décadas de 80 e 90 foram bem mais diversas. Os times brasileiros começaram a se impor e alcançaram a decisão em onze ocasiões. Inter (vice), Flamengo, Grêmio (campeão duas vezes e vice uma) e Vasco inscreveram seus nomes nessa história — ao lado dos “veteranos” São Paulo (também dois títulos e um segundo lugar), Cruzeiro e Palmeiras.

Os argentinos garantiram mais cinco conquistas, com duas derrotas nas finais. Os uruguaios chegaram lá cinco vezes (com quatro títulos e um vice). Mas houve equipes da Colômbia em sete disputas, do Chile em outras quatro, do Paraguai em três, do Equador em duas e do Peru em uma. Mais do que a diversificação, pela primeira vez na história não houve nem argentinos, nem brasileiros nem uruguaios brigando pelo troféu. Em três anos seguidos ficamos só vendo pela TV. Em 1989, o Atlético Nacional bateu o Olimpia. Em 1990, o time paraguaio superou o Barcelona de Guayaquil, primeiro equatoriano a ir tão longe. E em 1991, foi a vez do Colo-Colo derrotar o Olimpia e levar a taça para o Chile, feito que nenhum outro time do país conseguiu repetir até hoje.

E, então, de 2000 para cá, Brasil e Argentina consolidaram o domínio do futebol no continente: dez títulos para “nós”, oito para “eles”. Aliás, desde 1992 só uma vez voltou a ser registrada uma final sem times de nenhum dos dois países (em 2016, o Atlético Nacional, da Colômbia, bateu o Independiente del Valle, do Equador). Os outros três títulos conquistados por forasteiros foram o do Once Caldas, em 2004; o do Olimpia, em 2002; e o da LDU, em 2008. E os uruguaios? Praticamente desapareceram do mapa desde o início do novo século: só o Peñarol chegou a uma decisão, em 2011, derrotado pelo Santos de Neymar e Ganso. Chilenos e peruanos nunca mais conseguiram ficar entre os dois melhores do torneio.

A novidade desse período foi a participação de times mexicanos. Convidados pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), eles entraram na chamada pré-Libertadores ainda em 1998. Disputaram a Copa ao longo de dezenove anos (até 2016) e se classificaram para três finais. A força do futebol brasileiro fica ainda mais clara quando se observa que oito esquadrões ganharam os dez troféus desde 2000. Nesses últimos 22 anos, nossos times disputaram as finais em nove anos consecutivos (de 2005 a 2013), conquistaram a Libertadores quatro vezes seguidas (de 2010 a 2013, feito que pode se repetir agora em 2022), protagonizaram quatro decisões “caseiras”.

Como se não bastasse, faturaram dez vices — quatro deles nesses celebrados confrontos diretos (São Paulo x Athletico em 2005, Inter x São Paulo em 2006, Palmeiras x Santos em 2020 e Palmeiras x Flamengo em 2021). Além do Furacão, o São Caetano e o Fluminense estrearam em decisões, mas ainda não têm essa taça na estante. Já os argentinos tiveram quatro times (Boca, Estudiantes, San Lorenzo e River) com oito conquistas e os mesmos Boca e River (mais o Lanús) com cinco vice-campeonatos. A atual concentração de forças só tem paralelo no período de 1964 a 1967. Naquela época, foram quatro anos em que apenas argentinos e uruguaios disputaram o troféu.

Emerson Sheik destaque da partida da final da Libertadores entre Corinthians e Boca Juniors
Corinthians e Boca vão se reencontrar, dez anos após a final que teve Emerson Sheik como protagonista Ivan Pacheco/VEJA

Agora, já são cinco anos seguidos em que só brasileiros e argentinos brigam pela “glória eterna”, como diz o slogan da competição: de 2017 para cá, o Palmeiras ganhou duas vezes, o Flamengo ganhou uma e perdeu outra, o Grêmio ganhou uma e o Santos perdeu uma, enquanto o River ganhou uma e perdeu outra e o Boca e o Lanús caíram na decisão. Assim como a Lei Bosman (que permitiu aos atletas europeus atuarem em qualquer clube do continente, possibilitando a contratação de estrangeiros) abriu caminho para o amplo domínio sobre o futebol sul-americano, a consolidação do modelo de 32 clubes na fase de grupos da Libertadores, com mais vagas para brasileiros e argentinos, evidenciou a supremacia desses dois países do lado de cá do Atlântico.

No momento em que todos se preparam para ver a bola rolar para a edição 2022 do torneio, é quase impossível imaginar que algum time de outra nacionalidade consiga alcançar a grande final, marcada para 29 de outubro em Guayaquil, no Equador. Façam suas apostas.

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