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Durariam no Brasil? Os números de Koeman e Solskjaer na temporada

Treinadores de Barcelona e Manchester United, ídolos como jogadores das equipes, enfrentam dificuldades na temporada e sofrem pressão

Por Da Redação Atualizado em 25 out 2021, 14h09 - Publicado em 25 out 2021, 13h41

O holandês Ronald Koeman, treinador do Barcelona, e o norueguês Ole Gunnar Solskjaer, do Manchester United, têm algo além dos ternos em comum. Eles são pauta no mundo todo no início desta semana. Derrotados em grandes clássicos no último domingo, 24, a pressão pairou sobre eles, que carregam a responsabilidade de comandar grandes e vitoriosos clubes. Em má fase, os técnicos, até então, foram bancados pelas respectivas diretorias, algo que raramente é visto no futebol brasileiro. E que faz levantar a pergunta: eles durariam no Brasil?

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Reconhecido por não dar continuidade a trabalho de treinadores, o futebol brasileiro não poupa nem mesmo aqueles que são ídolos dos clubes como jogadores. No entanto, um dos principais motivos que sustentam tanto Koeman quanto Solskjaer em Barcelona e Manchester é o passado como atleta.

Pela equipe da Catalunha, o ex-zagueiro holandês fez gol decisivo na final da Liga dos Campeões de 1992, feito também alcançado por Solskjaer pelo Manchester, na edição de 1999 do torneio, diante do Bayern de Munique. Alas das torcidas e as diretorias enfrentam um dilema para pedir o fim da jornada dos mesmos como técnicos.

Contratado para reconduzir o Barcelona aos caminhos da glória, Koeman chegou a Catalunha em agosto de 2020. Em seu primeiro ano pelo clube, mesmo com Lionel Messi no elenco, não convenceu, mas conquistou o único título pelo Barça: a Copa do Rei 2020/21. No entanto, na temporada atual, já sem Messi e com um plantel que aposta em jovens como Pedri e Gavi, o desempenho é baixo, assim como os resultados: 50% de aproveitamento, além de uma derrota no clássico para o Real Madrid, no Camp Nou.

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O caso de Solskjaer é diferente. Vivendo sua quarta temporada pelos Reds, o norueguês chegou ao clube com aval de ídolo da torcida, mas ainda não conseguiu sequer um troféu. Foi vice-campeão da Liga Europa na última temporada, perdendo nos pênaltis para o Villarreal de Unai Emery.

Solskjaer viu o Manchester United ser goleado em casa pelo Liverpool -
Solskjaer viu o Manchester United ser goleado em casa pelo Liverpool – Matthew Peters/Getty Images

Pressionado pela falta de protagonismo do clube, o norueguês ainda sofreu duas goleadas históricas em Old Trafford: um 6 a 1 para o Tottenham, em 2020, e o 5 a 0 para o Liverpool, no último domingo. Na atual temporada, com a chegada de Cristiano Ronaldo para ser a principal estrela, as cobranças aumentaram e a campanha na Champions League e na Premier League, sustentadas pelos gols do português, fazem balançar a permanência de Solskjaer, que venceu 51% dos pontos disputados em 21/22.

Para aumentar o caos, segundo o diário britânico The Guardian, o técnico Antonio Conte, ex-Juventus e Chelsea, estaria aberto a negociar com o United, caso o clube opte pela demissão do atual técnico. Ainda de acordo com o portal, Solskjaer é querido por atletas e diretoria, mas vem tendo sua capacidade contestada internamente, sobretudo em aspectos táticos, especialidade do italiano especulado.

No Brasil, treinadores com aproveitamento superior chegaram a ser demitidos ainda neste ano. Recentemente, o São Paulo decidiu romper com o argentino Hernán Crespo mesmo com um aproveitamento de 57% dos pontos e um título do Campeonato Paulista que tirou a equipe de uma fila que durava nove anos. Da mesma forma, o atual campeão brasileiro Rogério Ceni foi mandado embora do Flamengo com 60% de aproveitamento.

A primeira demissão na Série A do Campeonato Brasileiro foi a de Alberto Valentim, hoje no Athletico Paranaense. Valentim foi desligado do Cuiabá na primeira rodada, após um empate por 2 a 2 com o Juventude e apenas dez jogos pelo clube. Apesar do título mato-grossense invicto, não resistiu.

.Felipão encerrou sua quarta passagem pelo Grêmio -
Felipão encerrou sua quarta passagem pelo Grêmio – ./Getty Images

Nem mesmo nomes mais experientes como Luiz Felipe Scolari, ídolo do Grêmio, conseguiram permanecer empregados. Durou apenas três meses, entre julho e outubro, a quarta passagem pelo clube gaúcho. Ao todo, comandou o time por 21 partidas: nove vitórias, três empates e nove derrotas, com 47,6% de aproveitamento. A equipe está na zona do rebaixamento.

Vale dizer que nesta temporada a competição conta com regra que limita o número de troca de treinadores, permitindo apenas uma demissão e até dois técnicos durante o campeonato. Para burlar a norma, as saídas são feitas por “comum acordo”.

Dos 20 clubes da Série A, apenas três deles não trocaram de treinadores: o Palmeiras, com Abel Ferreira, o Atlético Mineiro, com Cuca, e o Red Bull Bragantino com Maurício Barbieri, o mais longevo da elite do futebol nacional. Ele assumiu o Bragantino em 4 de setembro de 2020.

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