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Delegações de Atlético-MG e Boca entram em confronto após partida

Integrantes das duas equipes iniciaram confusão generalizada com agressões e arremessos de objetos; argentinos registrarão boletim de ocorrência

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 23 set 2021, 18h43 - Publicado em 21 jul 2021, 00h44

Após o fim da partida entre Atlético-MG e Boca Juniors nesta terça-feira, 20, pelas oitavas de final da Libertadores, vencida pelos brasileiros nos pênaltis com atuação decisiva do goleiro Everson, integrantes das delegações de ambas as equipes provocaram conflito generalizado na entrada dos vestiários do Mineirão. Grades de proteção, bebedouros e diversos objetos foram registrados por câmeras sendo arremessados. A confusão só foi contida com atuação da policia militar que utilizou gás de pimenta para dispersar.

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Procurada pela PLACAR, a assessoria do clube argentino informou que fará boletim de ocorrência em delegacia de Belo Horizonte e que, até o momento, não há detidos. O Boca ainda não deu nenhuma versão sobre os motivos que geraram a confusão.

A confusão foi iniciada sob tensão, inicialmente, entre integrantes da equipe de segurança do clube mineiro e jogadores do Boca. Após troca de empurrões, o desentendimento aumentou. Nas imagens, é possível ver os zagueiros Marcos Rojo e Carlos Isquierdoz proferindo socos em um dos seguranças.

Após serem afetados pelo gás, alguns dos jogadores chegaram a subir ao gramado novamente. Até mesmo o presidente do Atlético, Sergio Coelho, foi flagrado arremessando garrafas d’água em direção a delegação argentina. De acordo com o clube, o diretor de futebol Rodrigo Caetano também foi vítima de tentativa de agressão com uma barra de ferro, mas ninguém saiu ferido com gravidade.

“Após o jogo, os atletas do Boca desceram o túnel e foram para o vestiário dos visitantes. Poucos minutos depois, jogadores e comissão técnica da equipe argentina saíram do local e, em bloco, partiram em direção ao vestiário dos árbitros”, relatou o clube mineiro em suas redes sociais.

“Seguranças do Galo e Mineirão tentaram, sem sucesso, contê-los. Os argentinos decidiram, então, invadir o vestiário do Galo, onde estavam jogadores, comissão e diretoria. Até o presidente Sérgio Coelho tentou impedir a invasão para proteger os profissionais do Atlético”, completou em outro trecho.

O jornal argentino Olé classificou como “escandalosa” a eliminação do Boca afirmando que o clube foi prejudicado por um erro na checagem do VAR. O polêmico lance ocorreu aos 17 minutos do segundo tempo quando, após falha do goleiro Everson, Weigandt marcou para os argentinos. Após sete minutos de checagem, o árbitro Esteban Ostojich seguiu a orientação para invalidar o gol, apontando impedimento de González na jogada.

Clima tenso também tomou conta de toda a partida -
Clima tenso também tomou conta de toda a partida – Bruna Prado-Pool/Getty Images

A partida começou antes mesmo de a bola rolar. Na noite da última segunda, 19, torcedores do Atlético soltaram rojões em frente ao hotel em que estava hospedada a delegação do Boca Juniors.

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