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Criticado, Ceni admite ‘peso gigantesco’ de eliminação do Flamengo

Treinador justificou as saídas de Arrascaeta e Everton Ribeiro e destacou fator “imponderável” após triunfo do Racing nos pênaltis

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 20h47 - Publicado em 2 dez 2020, 09h18

Apontado como um dos principais responsáveis pela eliminação do Flamengo para o Racing, nos pênaltis, após o empate por 1 a 1 no tempo normal, no Maracanã, o técnico Rogério Ceni lamentou o prejuízo financeiro e esportivo proporcionado pela saída precoce da equipe da Copa Libertadores da América, ainda nas oitavas de final da competição, na terça-feira, 1º.

“O peso é gigantesco. A Libertadores tem um maior significado. Não há como mensurar prejuízo financeiro e de confiança. Temos de tentar seguir trabalhando firme para buscar o título que falta. O resultado final não expressa o que o time produziu. Se o resultado nos pênaltis tivesse sido diferente, seríamos tratados como heróis. Como não conseguimos, temos de dar explicações. Futebol tem o imponderável, e isso a gente não pode controlar“, disse Ceni.

Caso repetisse a campanha vitoriosa da última edição, o clube faturaria 18,5 milhões de dólares (103,6 milhões de reais) em premiações somadas as quartas de final, semifinal e um hipotético título. Só de passar pelo Racing, o clube já teria mais 1,5 milhão de dólares (8,4 milhões de reais) em caixa.

Ceni foi apontado por torcedores nas redes sociais como um dos principais responsáveis pelo fracasso devido às saídas de Everton Ribeiro e Arrascaeta, que deixaram o campo quando a equipe estava com dez jogadores após a expulsão de Rodrigo Caio. Outra crítica, foi pela entrada de Pedro apenas no decorrer do segundo tempo.

“Era um jogo que, por mais qualidade que eles tenham, se fez necessária a velocidade pelos lados. Reforçamos o meio, abrimos o Vitinho pela direita e o Bruno Henrique pela esquerda. O Pedro não tinha condições para 90 minutos. Avaliamos que em 30 era o que poderia entregar mais para gente”, explicou.

O treinador ainda rebateu sobre a pressão no cargo, após as eliminações na Libertadores e também na Copa do Brasil, para o São Paulo. A equipe, agora, volta atenções ao Campeonato Brasileiro, onde ocupa a terceira colocação, com 39 pontos, a três do líder Atlético-MG.

“Acredito que posso continuar fazendo meu melhor todos os dias. É o que me predispus a fazer quando vim para cá. Trabalhar para fazer com que o time possa pressionar mais, ter mais quilometragem no jogo, melhorar parte tática e técnica. Só não posso controlar o resultado. Isso não é possível da parte de ninguém”, concluiu.

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