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Cristiano Ronaldo chega aos 37 contestado pela primeira vez em 15 anos

Em meio a temporada decepcionante do Manchester United, craque português mantém bons números, mas convive com raras críticas

Por Leandro Miranda Atualizado em 4 fev 2022, 20h57 - Publicado em 5 fev 2022, 08h00

Cristiano Ronaldo deveria ser incontestável. Pentacampeão e maior artilheiro da história da Liga dos Campeões, maior goleador da história do futebol de seleções, jogador com mais gols em atividade… os recordes e as bolas na rede seguem se acumulando, mas, no dia em que comemora seu 37º aniversário, o astro convive com um nível de desconfiança que ele não precisava enfrentar desde sua primeira passagem no Manchester United, há mais de 15 temporadas.

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Olhando apenas para os números, a sensação é de que não há o que se criticar. Em uma idade em que a maioria dos jogadores já está em franca decadência ou aposentada, CR7 tem 14 gols e três assistências em 24 jogos pelo United. Só pela Champions, competição que se tornou praticamente sinônimo de seu nome, são seis bolas na rede em cinco partidas. Em janeiro, o português foi premiado pela Fifa pelo recorde de gols por uma seleção – 115 em 184 jogos.

Mas examinando o campo, a história é um pouco diferente. Em certa medida, Cristiano é vítima de um Manchester United sem rumo, que começou a temporada apostando na continuidade do técnico Solskjaer apenas para demitir o norueguês em novembro. Em seu lugar veio o alemão Ralf Rangnick, um ideólogo do futebol que influenciou vários treinadores multicampeões, mas que na última década se dedicou mais a funções administrativas do que a efetivamente comandar trabalhos de campo.

O resultado é um time que não sabe bem o que quer nas partidas. Um dos pontos positivos do final da temporada passada com Solskjaer, a marcação pressão – também uma marca registrada dos trabalhos de Rangnick – se tornou quase impossível de ser aplicada de forma efetiva tendo Cristiano como centroavante. O camisa 7 nunca teve a característica e nem possui mais a energia necessária para correr atrás de zagueiros e fechar linhas de passe incansavelmente.

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É claro que ele compensa do outro lado. Se não fossem os gols salvadores de Cristiano nos minutos finais da primeira fase da Liga dos Campeões, o United provavelmente nem teria se classificado às oitavas de final. O detalhe é que em quase todas essas partidas, como nos duelos contra Villarreal e Atalanta, por exemplo, o time inglês jogou pior e foi dominado pelo adversário, com CR7 pouco influente ao longo dos 90 minutos.

Centroavante não precisa jogar bem o jogo todo, mas tem que decidir quando precisa, diz uma das velhas máximas do futebol. Se isso segue valendo, então Cristiano está entregando o que promete. Mas se o caminho para o qual os principais clubes do mundo hoje caminham é outro, com os atacantes participando cada vez mais da construção e contribuindo também sem a bola, o United apostou no sentido contrário. Seria no mínimo curioso, aliás, se ele tivesse ido para o Manchester City de Guardiola, que tentou contratá-lo antes de tomar um “chapéu” do rival.

Entre torcedores do United e comentaristas da imprensa inglesa, as duas correntes de opinião existem: há os que defendem o ídolo e dizem que seus gols são a melhor coisa que o time tem hoje, e os que consideram que, apesar dos bons números individuais, sua chegada piorou o time coletivamente. O ex-volante Danny Murphy chegou a dizer que CR7 “causa mais problemas do que os soluciona”, algo impensável de se ouvir ao longo da última década e meia, quando o português virou uma lenda do Real Madrid e brilhou na Juventus.

Cristiano Ronaldo celebra um de seus gols em Bérgamo
Pela Liga dos Campeões, CR7 fez seis gols em cinco jogos na temporada – Matthew Peters/Manchester United/Getty Images

Independentemente de quem esteja certo, o fato é que a última vez que Cristiano foi tão contestado foi no início da carreira, em seus primórdios no United, quando ainda era um garoto que caía ao menor contato e parecia preferir dribles e pedaladas a estufar a rede. Foi só depois da Copa de 2006 que o português “virou a chave” e se tornou a máquina de gols que conquistou o prêmio de melhor do mundo cinco vezes – 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017.

Conhecendo a trajetória de Cristiano Ronaldo, críticas e contestações só servem como combustível para que ele tenha ainda mais motivação para calá-las. As oportunidades para isso na temporada, porém, já estão minguando. O United foi eliminado da Copa da Inglaterra pelo Middlesbrough, da segunda divisão, com CR7 perdendo um pênalti no tempo normal; no Campeonato Inglês, o time está 19 pontos atrás do líder Manchester City. Resta a Champions, com o Atlético de Madrid pela frente nas oitavas de final. Alguém se habilita a duvidar?

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