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Coutinho: de coadjuvante de luxo a candidato a craque da Copa

Mais lúcido e decisivo do Brasil nas duas partidas da Copa, meio-campista rejeita holofotes, e demonstra maturidade de quem visa o topo

Por Luiz Felipe Castro 22 jun 2018, 18h54

SÃO PETERSBURGO – Philippe Coutinho subiu de patamar na seleção brasileira após duas partidas. Aos 26 anos, em sua primeira Copa do Mundo, o meia que neste ano trocou o Liverpool pelo Barcelona vem demonstrando maior maturidade e poder de decisão. Nesta sexta-feira, foi ele quem tirou o Brasil do sufoco contra a Costa Rica com um gol de bico (como nos tempos de futsal, em sua infância no Rio de Janeiro) e mais uma atuação de destaque na vitória por 2 a 0Jogador de qualidade técnica incontestável, mas por vezes irregular, Coutinho já passou de coadjuvante de luxo (do amigo Neymar, no caso) a candidato a craque da Copa de 2018. Apesar de não gostar dos holofotes. 

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018

No início da semana, Coutinho foi questionado se já se vê como um dos melhores do mundo e sonha com uma Bola de Ouro. “Não gosto muito de falar sobre mim mesmo, não é algo que eu tenho na cabeça… quero sempre me preparar e evoluir e fazer meu melhor nesta competição”, disse, tímido, como sempre. Nesta sexta, ele deu sua terceira entrevista coletiva em sete dias (depois de ganhar pela segunda vez o prêmio de Melhor da Partida”. Novamente, preferiu exaltar os feitos do time e não o seu. “Tivemos paciência e fomos premiados com o gol no final. Fico feliz com minha atuação, mas ainda mais feliz com a vitória da equipe.”

Coutinho fez bem mais do que o gol decisivo contra a Costa Rica. Mostrou ter compreendido o recado de Tite, que reclamou da falta de circulação de bola do time na estreia, e conseguiu cadenciar mais o jogo, inverter bolas para o lado direito e servir os colegas com mais lucidez que qualquer outro em campo. Foi premiado com o gol, seu 12º em 38 jogos pela seleção adulta – participou de 21 dos 23 sob o comando de Tite.

O técnico é fã confesso do futebol de Coutinho, tanto que desde o início de seu trabalho arrumou formas de escalar o meia revelado pelo Vasco da Gama junto com Neymar. Primeiro colocou Coutinho na direita. Depois, diante da boa fase de Willian, tirou um meio-campista e deu liberdade a Coutinho para flutuar da esquerda para o meio. Tirá-lo do time jamais foi uma opção. “O professor Tite pediu que eu baixasse um pouquinho, fosse mais organizador, para liberar mais o Coutinho, que tem uma qualidade impressionante, é um craque”, afirmou Paulinho, companheiro de clube do meia, durante os primeiros dias em Sochi.

A única notícia ruim para Coutinho nesta sexta foi o cartão amarelo recebido no segundo tempo, por protestar contra a arbitragem. Assim como Neymar e Casemiro, ele está “pendurado” para o jogo contra a Sérvia, já que um eventual cartão o suspenderia das oitavas de final. Tite já adiantou que não poupará ninguém e por isso deve ressaltar ao trio, fundamental para o time, a importância de não cometer novos deslizes disciplinares.

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