CLIQUE E RECEBA EM CASA A PARTIR DE R$ 12,90/MÊS

Conselho do Palmeiras quer mudar acordo com Crefisa por reforços

COF do clube pede que patrocinadora não invista mais na contratação de jogadores

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 28 set 2021, 21h27 - Publicado em 17 abr 2018, 09h41

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras quer que o presidente do clube, Mauricio Galiotte, tome atitudes sobre o acordo em vigor com a Crefisa para contratar jogadores. Em parecer encaminhado ao mandatário do clube, o órgão pede mudanças – entre elas, que a patrocinadora não coloque mais dinheiro em reforços e também um plano de metas para negociar quem chegou ao time com o aporte da empresa.

A reportagem teve acesso à cópia do relatório elaborado pelo COF sobre a relação do clube com a Crefisa e o comunicado com as sugestões de mudanças. O documento foi enviado em 26 de março ao presidente do Palmeiras e assinado pelo presidente do órgão, Carlos Afonso Della Monica.

O relatório de oito páginas foi encomendado pelo COF a um grupo de cinco conselheiros. O texto tem entre as principais sugestões não recorrer mais à Crefisa para contratar jogadores, além do pedido para o departamento de futebol criar um plano de metas pare vender quem foi trazido com a verba da empresa – nove jogadores do elenco atual chegaram assim.

A motivação para os questionamentos foi uma alteração contratual. Os reforços bancados pela Crefisa deixaram de ser categorizados como compras de propriedades de marketing dos atletas para serem configurados como empréstimos.

A alteração foi firmada com aditivos contratuais em dezembro de 2017 e janeiro deste ano e foram elaborados para evitar novos problemas para a Crefisa. No ano passado a empresa foi multada em 30 milhões de reais pela Receita Federal, que considerou irregular o formato anterior para trazer reforços.

O relatório do COF sugere a Galiotte reavaliar o novo acordo por implicar ao clube devolver dinheiro à empresa uma quantia chamada de “vultuosa”. Se antes a Crefisa assumia o prejuízo caso o jogador contratado fosse revendido por um valor abaixo, agora o Palmeiras terá até dois anos depois da saída do atleta para devolver a diferença, com correção de valor pela CDI, de 0,5% ao mês.

Segundo estimativa de Galiotte, o Palmeiras terá de acertar com a patrocinadora cerca de 120 milhões de reais nos próximos anos como devolução nos investimentos em reforços. Procurado, o clube não se manifestou. A proprietária da Crefisa e conselheira do Palmeiras, Leila Pereira, protocolou carta no COF com o pedido para ser chamada à reunião do órgão e prestar esclarecimentos sobre os aditivos contratuais.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Impressa + Digital no App

a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital no App

a partir de R$ 9,90/mês