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Colômbia vacila, Japão aproveita e surpreende

Expulsão no início altera dinâmica do jogo, japoneses trocam defesa pelo ataque e saem na frente no Grupo H

Por Fernando Beagá Atualizado em 28 set 2021, 19h36 - Publicado em 19 jun 2018, 11h10

O confronto entre Colômbia (quinta colocada do Mundial de 2014) e Japão (vindo de conturbada preparação) sugeria vitória tranquila dos sul-americanos, incluída a lembrança da goleada por 4 a 1 quatro anos atrás. Mas a expulsão do volante Carlos Sánchez, logo aos 3 minutos, alterou a dinâmica esperada para a partida. Foram os orientais que pressionaram, ficaram mais com a bola (58% de posse) e saíram da Arena Mordovia com uma incontestável vitória por 2 a 1, na abertura do Grupo H da Copa do Mundo da Rússia.

Dispostos inicialmente a esperar a iniciativa colombiana, os japoneses foram presenteados por um erro do zagueiro Dávinson Sánchez, que originou a jogada do primeiro gol. O chute de Kagawa foi interceptado pelo braço do volante Carlos Sánchez, que recebeu o cartão vermelho. Após reclamações, o camisa 10 japonês cobrou o pênalti com sutileza. Aos 31, o técnico José Pékerman finalmente decidiu recompor sua equipe taticamente, colocando o volante Barrios no lugar de Cuadrado. Na única chance criada após essa mexida, o meia Quintero (substituto de James Rodríguez, poupado por desgaste muscular) cobrou falta por baixo da barreira e surpreendeu o goleiro Kawashima. O camisa 1 ainda ousou reclamar, apesar da infalível tecnologia que vigia a linha do gol.

No segundo tempo, o Japão assumiu a vantagem de ter um atleta a mais em campo e pressionou desde os primeiros minutos. O goleiro Ospina teve que defender chutes de Osako, aos 9, e Inui, aos 12. James, artilheiro da última Copa, foi acionado e ovacionado pelo númeroso público colombiano, mas não conseguiu alterar o panorama do jogo, de completo domínio nipônico. Aos 28, quando Osako cabeceou no canto esquerdo, após cobrança de escanteio, fez-se justiça: a improvável vitória dos Samurais Azuis tornava-se incontestável realidade. Cansados e afoitos, Los Cafeteros pressionaram em vão nos minutos finais.

O Japão volta a campo no próximo domingo, 24 de junho, para enfrentar Senegal, ao meio-dia. Mais tarde, às 15 horas, a Colômbia terá a difícil missão de conseguir sua primeira vitória contra a Polônia.

Ponto alto
Foi apenas a quarta partida do treinador Akira Nishino à frente da seleção japonesa. O técnico voltou a apostar nos jogadores mais experientes, barrados pelo demitido Vahid Halilhodzic. Escolha premiada pelo gol de Kagawa, meia do Borussia Dortmund, da Alemanha, um dos preteridos do antigo comandante.

Ponto baixo
O técnico José Pékerman precisava mesmo ajustar sua equipe, mas, ao tirar o meia-atacante Cuadrado, abriu mão da velocidade, tão essencial a quem estava restrito ao contra-ataque. Também poderia ter colocado o zagueiro Mina (ex-Palmeiras), que ajudaria no jogo aéreo nos minutos finais de pressão. Pesa ainda sobre o treinador ter deixado o volante flamenguista Cuéllar, em ótima fase, fora da convocação.

 

Ficha do jogo
Colômbia 1 x 2 Japão
Local: Arena Mordovia, em Saransk. Árbitro: Damir Skomina (ESL). Público: 40.842. Cartão vermelho: Carlos Sánchez, aos 3 do primeiro tempo. Gol: Kagawa, aos 6, Quintero, aos 39 do primeiro tempo; Osako, aos 28 do segundo tempo.
Colômbia: Ospina; Arias, Dávinson Sánchez, Murillo e Mojica; Carlos Sánchez e Lerma; Cuadrado (Barrios), Quintero (James Rodríguez) e Izquierdo (Bacca); Falcao García. Técnico: José Pekerman.
Japão: Kawashima; Sakai, Yoshida, Shoji e Nagatomo; Hasebe e Shibasaki (Yamaguchi); Haraguchi, Kagawa (Honda) e Inui; Osako (Okazaki). Técnico: Akira Nishino.

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