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Caso de violência sexual dificulta acerto de Robinho com o Santos

A repercussão sobre a condenação por estupro coletivo na Itália é o maior obstáculo para o acerto do atacante com o clube santista

Por Gazeta Press Atualizado em 29 set 2021, 10h46 - Publicado em 14 jan 2018, 15h42

José Carlos Peres quer reaproximar o Santos de seus ídolos. O presidente recém-eleito não se cansa de externar sua irritação pela forma como seu antecessor, Modesto Roma Júnior, se relacionava principalmente com Pelé, Neymar e Robinho. O último desta lista, aliás, pode retornar ao clube para aquela que seria sua quarta passagem pela Baixada Santista. Entretanto, mais do que os valores envolvidos, a contratação do atacante esbarra é na condenação que ele sofreu na Itália.

Em novembro do ano passado, a nona sessão do Tribunal de Milão condenou Robinho a nove anos de prisão por “violência sexual em grupo”, popularmente chamado no Brasil de estupro coletivo, cometido contra uma jovem albanesa em janeiro de 2013. À época, o jogador defendia o Milan. Como a condenação ocorreu em primeira instância, Robinho já recorreu e ainda pode conseguir sua inocência.

De cara, o presidente alvinegro revelou sua preocupação com a situação e, mais rápido do que esperava, ouviu uma resposta atravessada da representante e advogada do atleta. Na última semana, Peres tentou contornar o estranhamento. “Não existe nenhum veto, a única coisa que falei é a questão do processo e a advogada dele disse que não deveria me preocupar com isso. Eu não acuso ninguém em primeira instância. É uma coisa particular do jogador e vamos aguardar os acontecimentos”.

Entretanto, a cada dia que passa o tema ganha mais atenção. E a repercussão é sempre muito negativa para a imagem de Robinho. Mulheres em geral e torcedoras declaradas de clubes brasileiros estão se manifestando contra a ideia da contratação do jogador. E no Santos não é diferente.

Robinho está sem clube porque não quis aceitar a proposta de renovação de contrato do Atlético-MG. O clube mineiro pretendia quebrar o salário do atacante pela metade – de 800.000 para 400.000 reais. Os custo de manter o ídolo preocupam a diretoria alvinegra, mas a questão tem sido tratada como fator secundário.

Dirigentes do time entendem que é possível chegar a um consenso com o ex-camisa 7. O maior temor do Santos nesse momento é dimensionar que tipo de desgaste a imagem do clube poderia ter com a contratação de um atleta condenado por estupro, principalmente caso ele não consiga comprovar sua inocência com seus recursos judiciais. Isso afeta também os planos de Peres com o time feminino do Santos e as estratégias de marketing para carimbar novas torcedoras.

Dessa forma, o retorno de Robinho à Vila Belmiro parece cada vez mais distante: caro e com problemas pessoais que certamente pressionariam o Santos e seus dirigentes em uma esfera que transcende o futebol. A relação custo-benefício da contratação só compensaria ao clube se o ídolo topasse reduzir consideravelmente seu salário, o que também parece improvável nesse momento.

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