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Cafu relembra títulos da Copa América: ‘Tínhamos identidade com o povo’

A PLACAR, ex-capitão da seleção brasileira recordou “rivalidade respeitosa” com argentinos e se disse otimista com a atual seleção de Tite

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 23 set 2021, 19h24 - Publicado em 11 jun 2021, 19h38

Ninguém conhece mais de seleção brasileira do que Marcos Evangelista de Morais, 51 anos, o popular Cafu. Atleta que mais atuou pelo Brasil (150 vezes) e único ser humano no mundo a jogar três finais seguidas de Copas do Mundo (foi campeão em 1994 e 2002 e vice em 1998), o ex-lateral-direito também conquistou duas vezes a Copa América, torneio que começa no próximo domingo, 13, em Brasília. Em entrevista exclusiva a PLACAR, realizada antes da mudança da sede do torneio para o Brasil, Cafu recordou as conquistas de 1997 e 1999 e demonstrou otimismo com a equipe dirigida por Tite.

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Cafu relembra que a competição sul-americana sempre foi levada muito a sério pelos atletas de sua época. “Quando começa não se dá tanta importância, mas quando perde parece que acabou o mundo. A responsabilidade da seleção brasileira é muito grande, nós sempre tivemos esse comprometimento. A competitividade era muito grande, as seleções vinham com os melhores jogadores, todo mundo queria jogar e vencer a seleção brasileira”, diz o ex-jogador.

Nos títulos de 1997, na Bolívia, e em 1999, no Paraguai, Cafu dividiu protagonismo com ídolos como Ronaldo, Roberto, Carlos, Romário e Ronaldinho Gaúcho, entre outros. “Foram seleções que fizeram o povo brasileiro chorar, o Brasil parava para ver os jogos. Tínhamos uma identidade muito grande com o povo. E Copa América é sempre gostoso de jogar, você enfrenta as melhores seleções do continente. As finais são os jogos mais inesquecíveis.”

Cafu disputa bola com o argentino Sorín na Copa América de 1999
Cafu disputa bola com o argentino Sorín na Copa América de 1999 Matthew Ashton//Getty Images

Cafu relembrou com saudades os confrontos contra a Argentina.”Era diferente, era uma rivalidade respeitosa, nenhum dos dois queria perder em hipótese alguma. Era um confronto de igual para igual, duas grandes seleções. Mas nos clubes a gente encontrava todo mundo, joguei com Balbo, Crespo, Batistuta, Redondo.Tinha piada, claro, o Batistuta é completamente diferente do que todo mundo pensa, é brincalhão e ama brasileiros, mas sempre defendeu a bandeira argentina e a gente respeita isso”

Otimismo com a seleção de Tite

Cafu, que chegou a visitar o grupo da seleção antes da partida contra o Equador, na semana passada, em Porto Alegre, negou que a atual seleção esteja carente de referências positivas no vestiário. “Peguei uma geração vitoriosa, de líderes natos, como Jorginho, Mauro Silva, Dunga, Raí, Bebeto, Branco, Romário… hoje a seleção é experiente, tem grandes líderes como Marquinhos, Thiago Silva, Neymar, Alisson… o próprio Casemiro. São líderes que com certeza podem levar o Brasil a ter o domínio, são todos líderes de times grandes do exterior.”

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Cafu ergue o troféu da Copa América de 1999
Cafu ergue o troféu da Copa América de 1999 Matthew Ashton/Getty Images

O ex-jogador com passagens por São Paulo, Palmeiras, Roma e Milan disse relembrou que também sofreu muitas críticas ao longo da sua carreira – “sempre me serviram de motivação”, garantiu – e vê a equipe de Tite com potencial de vencer não só a Copa América mas a Copa de 2022, no Catar. “Sou sempre muito otimista, ao contrário de todo mundo. Sempre coloquei muita fé e esperança, porque eu vivi isso lá dentro, sei o que estes meninos pensam e o quanto querem dar uma resposta à sociedade.”

Por fim, Cafu, que é embaixador do site de apostas Rivalo, deu seus palpites para a Copa América (Brasil) e também para a Eurocopa. “Por ter jogado lá durante 11 anos, vou puxar sardinha pela Itália, mas acho que Inglaterra e Portugal vão surpreender esse ano.”

Ao exaltar Cristiano Ronaldo, Cafu relembrou um encontro com o atacante, ainda jovem, em um Milan x Manchester United em 2004. A cena do experiente brasileiro esnobando a tentativa de provocação do português viralizou recentemente nas redes sociais.”Lembro como hoje daquela imagem. Ronaldo era um fenômeno, mas menino, e eu calejado, cobra criada. Falei para ele: garoto, joga bola que você vai ser melhor do mundo, estou parando já”, brincou. “Foi um lance de muito respeito, tranquilo, duas grandes lendas do futebol. Ele jovem, hoje reconhecido como um dos melhores do mundo, fico muito feliz por isso, pois ele não é um jogador, é um atleta de futebol e merece estar onde está”.

 

 

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