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Brasil x Uruguai: Tite testa 5 nomes e defende números para conter pressão

Se vencer, Brasil chega aos 31 pontos, marca suficiente para classificar em outras edições; Ederson, Emerson, Veríssimo, Thiago Silva e Raphinha devem jogar

Por Da Redação Atualizado em 14 out 2021, 10h36 - Publicado em 14 out 2021, 10h24

As cinco mudanças esboçadas pelo técnico Tite na seleção brasileira que enfrenta o Uruguai nesta quinta-feira, 14, às 21h30, na Arena da Amazônia, em Manaus, soam como pura injeção de ânimo após uma enxurrada de críticas externas por atuações abaixo da média diante de Venezuela e Colômbia nos últimos dias. A partida pela 12ª rodada das Eliminatórias da Copa de 2022 colocará na mesa uma provável classificação – ainda que não confirmada matematicamente – e, principalmente, números de hegemonia no continente.

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Ederson, Emerson Royal, Lucas Veríssimo, Thiago Silva e Raphinha foram os escolhidos pelo treinador para as vagas de Alisson, Danilo, Marquinhos, Eder Militão, machucado, e Gabriel Barbosa. “Não vou confirmar a equipe porque confirmando a equipe ela proporciona armas ao adversário. Fizemos trabalho prático, ela está definida. Os jogadores sabem quem vai jogar, mas não quero externá-la de forma pública”, explicou o treinador.

  • A ideia clara de Tite é ter novamente Gabriel Jesus mais próximo de Neymar, na posição em que iniciou na seleção logo em sua estreia, em 1º de setembro de 2016. Na ocasião, o Brasil surpreendeu ao vencer o Equador por 3 a 0 em Quito, com dois gols do jogador. Raphinha, destaque individual diante da Venezuela, ganhará a primeira oportunidade como titular. Jogará aberto pelo lado direito.

    “Oportunidades, temos colocado e reiterado isso aí. Só para dar um exemplo específico. Primeiro jogo, jogaram Gabriel Barbosa e Gabriel Jesus. Segundo jogo, iniciaram Gabriel Barbosa e Neymar. Amanhã, inicia Neymar e Gabriel Jesus. Pronto, já escalei dois”.

    Neymar em ação diante da Colômbia -
    Neymar em ação diante da Colômbia – Guillermo Legaria/Getty Images

    Tite não precisou apenas controlar questionamentos de necessidade de melhora dentro de campo nos últimos dias. A seleção passou a semana defendendo Neymar e desdobramentos em torno de seu principal jogador. Thiago Silva foi o primeiro ao lembrar das dificuldades que viveu após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014, quando foi “tachado de chorão”, e avaliar como algo “pessoal” a pressão relacionada ao companheiro.

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    No último trabalho, realizado na Arena da Amazônia, o pai do jogador assistiu das arquibancadas a atividade. Eles se abraçaram antes do início no treinamento. Recentemente, Neymar da Silva Santos saiu em defesa do filho após um áudio vazado em que supostamente o narrador Galvão Bueno, da TV Globo, chama o atacante do Paris Saint-Germain de idiota.

    O conteúdo viralizou nas redes sociais após o empate sem gols da seleção brasileira com a Colômbia, no domingo, 10, em Barranquilla, em jogo atrasado da quinta rodada das Eliminatórias.

    Se vencer, a seleção pode carimbar vaga na Copa do Catar. Um triunfo elevaria a equipe aos 31 pontos e, desde 1998, quando as Eliminatórias passaram a ser disputadas no atual formato, jamais o quarto colocado somou mais do que 30 pontos. A Colômbia, dona da última vaga direta em 2018, fez 27.

    Neymar recepciona crianças em Manaus -
    Neymar recepciona crianças em Manaus – Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação

    A equipe também defende uma invencibilidade na competição – são nove vitórias e um empate – podendo superar o recorde em uma só edição, da seleção dirigida por Carlos Alberto Parreira que ficou dez partidas sem perder nas Eliminatórias da Copa de 2006, segundo informações do blog do Rodolfo Rodrigues.

    De acordo com Rodrigues, a maior série invicta, contabilizando outras edições, é de 31 jogos, entre 1954 e 1993, quando perdeu para a Bolívia, em La Paz. A série atual da seleção nas Eliminatórias é de 27 jogos de invencibilidade.

    Contra o Uruguai, a seleção não perde há 11 partidas, a última derrota aconteceu em 2001, em Montevidéu, na estreia de Luiz Felipe Scolari no cargo. Desde que assumiu, Tite comandou o Brasil em 65 jogos: 45 vitórias, 12 empates e apenas cinco derrotas, 134 gols marcados, 23 sofridos e 80% de aproveitamento.

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