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Brasil ganhou duas vezes o Prêmio Puskás; relembre todos os vencedores

Cristiano Ronaldo foi o 1º ganhador da honraria de gol mais bonito; em 12 anos, foram premiados chutes de fora da área, dribles, bicicleta e até 'escorpião'

Por Da Redação Atualizado em 12 jan 2022, 08h38 - Publicado em 12 jan 2022, 08h00

A entrega do Prêmio Puskás, oferecido pela Fifa ao autor do gol mais bonito do ano no futebol mundial, mobiliza os olhares e grande torcida dos amantes de futebol. Marcado para a próxima segunda-feira, 17 de janeiro, em Zurique, a premiação já conhece seus três finalistas da temporada: o checo Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, o argentino Erik Lamela, do Tottenham, e o iraniano Mehdi Taremi, do Porto.

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Desde sua criação em 2009, a premiação já soma 12 vencedores, entre eles dois brasileiros (Neymar, em 2011, e Wendell Lira, em 2015) e craques internacionais como Cristiano Ronaldo, Zlatan Ibrahimovic e James Rodríguez. Curiosamente, Lionel Messi, seis vezes vencedor do prêmio de melhor do mundo da Fifa e líder de indicações ao Puskás (sete), jamais levou o troféu para casa.

O prêmio é batizado em homenagem à lenda húngara Ferenc Puskás, ídolo do Real Madrid e autor de 512 gols em 528 partidas. Gols de todos os estilos já foram premiados; de fora da área, com dribles, de falta, gol em Copa do Mundo, bicicleta e “escorpião”. O último vencedor, em 2020, foi o atacante sul-coreano Son, do Totteham, que arrancou do campo de defesa até marcar o gol.

Relembre todos os vencedores e reveja os gols:

2009 – Cristiano Ronaldo, Manchester United (Porto x Manchester United, quartas da Liga dos Campeões)

O primeiro vencedor do Prêmio Puskás foi o craque português colecionador de golaços. O palco da pintura era o estádio do Dragão, em Portugal, que sediava a partida entre Porto e Manchester United, válido pelas quartas de final da Liga dos Campeões. Foi com um chute de direita, de muito longe da área, direto para o ângulo do goleiro brasileiro Hélton, que Cristiano Ronaldo marcou o tento da vitória e da classificação da equipe inglesa às semifinais da temporada 2008-09.

2010 – Hamit Altintop, Seleção Turca (Turquia x Cazaquistão, eliminatórias da Eurocopa)

A classificação da seleção turca não aconteceu, mas de consolação, Hamit Altintop marcou o gol mais bonito daquele ano. Após cobrança aberta de escanteio, o capitão chutou de primeira, e de fora da área, direto para o fundo das redes.

2011- Neymar, Santos (Santos x Flamengo, Campeonato Brasileiro)

O terceiro vencedor do prêmio Puskás entrou para a história do futebol brasileiro. A ocasião foi um show à parte; Santos e Flamengo, na Vila Belmiro, em partida pelo Brasileirão, vencida pela equipe carioca de virada por 5 a 4. Neymar, então com 19 anos, marcou o terceiro do clube santista depois de driblar cinco adversários. À época, era a segunda nominação de Neymar ao prêmio – ele foi indicado em 5 edições (2010, 2011. 2012, 2013 e 2015).

2012 – Miroslav Stoch, Fenerbahce (Fenerbahçe X Genclerbirligi, Campeonato Turco)

O gol nasceu após cobrança de escanteio do brasileiro Alex, que cruzou direto para os pés do esloveno Stoch soltar um chute forte, de fora da área, sem chance de defesa para o goleiro.

2013- Zlatan Ibrahimovic, Suécia (Inglaterra X Suécia, Amistoso)

Um dos gols mais inusitados e bonitos do futebol recente, a pintura de Ibrahimovic, foi o quinto vencedor do prêmio. O lance surpreende por toda a arquitetura da jogada; o movimento de bicicleta, a distância para o gol, o posicionamento do camisa 10 para o chute. Curiosamente o sueco marcou o gol no mesmo dia em que a lista dos finalistas ao prêmio da edição 2012 foi divulgada, de modo que o tento só pode concorrer na edição seguinte.

2014- James Rodriguez, Colômbia (Uruguai x Colômbia, Copa do Mundo de 2014)

Foi de fora da área e nas oitavas de final da Copa do Mundo do Brasil, no Maracanã, que o colombiano James Rodriguez marcou o golaço daquele ano. O jogador recebeu a bola por cima, entre dois adversários, matou no peito e chutou de canhota para o fundo do gol. O camisa 10 marcou duas vezes no jogo e ajudou a Colômbia eliminar o Uruguai da Copa.

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2015- Wendell Lira, Goianésia (Goianésia X Atlético-GO, Campeonato Goiano)

O segundo brasileiro a receber a honraria foi Wendell Lira, hoje gamer profissional de Fifa. Na época atuando pelo modesto Goianésia, ele marcou o golaço ao fazer o movimento de voleio de costas para as redes. Na disputa pelo Puskás, o brasileiro desbancou gols de Messi, do Barcelona, e Florenzi, do Roma.

2016- Mohd Faiz Subri, Penang FA (Penang FA X Pahang, Super Liga da Malásia)

Essa foi a primeira (e única) vez em que um gol de falta venceu o Puskás. O malaio Faiz Subri cobrou a falta sinuosa, cheia de efeito, que fez o goleiro, sem reação, apenas observar a trajetória da bola até as redes. Um belo gol. Mas para muitos torcedores, inclusive brasileiros, a premiação foi injusta. Na disputa, Faiz Subri superou o gol do corinthiano Marlone, e aquele bonito gol do Neymar diante do Villareal, que não chegou nem entre os finalistas.

 

2017 – Olivier Giroud, Arsenal (Crystal Palace x Arsenal, Campeonato Inglês)

Na edição dos golaços de 2017 concorriam até um gol de bicicleta de um goleiro, mas o Puskás ficou mesmo com o francês Giroud pelo “gol do escorpião”, como o movimento é apelidado. O tento abriu o placar na vitória do Arsenal e nasceu de um rápido e eficiente contra-ataque. O movimento raro e surpreendente do gol foi suficiente para garantir o prêmio de gol mais bonito daquela temporada.

2018 – Mohammed Salah, Liverpool (Liverpool X Everton, Campeonato Inglês)

Foi com um gol ao seu maior estilo que o egípcio Salah levou o prêmio de gol mais bonito do futebol mundial em 2018. Na jogada do tento, ele costurou pela ponta direita da área, usou o corpo para fazer o giro e se livrar da marcação, e finalizou de esquerda, clássico do jogador do Liverpool. Na premiação daquele ano do The Best desbancou uma seleção estrelada com Cristiano Ronaldo, Modric, Messi e Gareth Bale.

2019- Dániel Zsóri, Debreceni (Debreceni x Ferecváros, Campeonato Húngaro)

Se por trás de todo golaço tem uma boa história, a bicicleta do húngaro Zsóri, vencedor do Puskás em 2019 está recheada delas. O atacante de apenas 18 anos na época, fazia seu primeiro jogo no Campeonato Húngaro quando marcou o gol da vitória do Debrecini nos acréscimos. Até a cerimônia do The Best talvez poucos apostariam na vitória do húngaro, compatriota ao que dá nome ao prêmio. Ele desbancou os golaços de Messi e Juan Quintero, do River Plate.

2020- Heung-min Son, Totteham (Totteham x Burnley, Campeonato Inglês)

A arrancada desde o campo de defesa, driblando meio time adversário, rendeu o prêmio Puskás ao sul-coreano Son. Na cerimônia parcialmente virtual da Fifa devido a pandemia de Covid-19, o atacante do Tottenham superou gols dos uruguaios Luis Suárez, que fez um gol de calcanhar enquanto ainda atuava no Barcelona, e a bicicleta de De Arrascaeta, do Flamengo.

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