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Ataque vira problema na seleção – e disputa está aberta

Homens da frente ainda não marcaram na Copa América e reservas Everton e Gabriel Jesus pedem passagem

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 28 set 2021, 11h33 - Publicado em 19 jun 2019, 13h21

SALVADOR – Assim como na estreia diante da Bolívia, a seleção brasileira voltou a demonstrar dificuldades na criação no empate por 0 a 0 contra a Venezuela, nesta terça-feira, 18, em Salvador. O time de Tite deu apenas um chute a gol, de Richarlison — além, claro, dos dois gols anulados pelo VAR. O ataque jovem, que se destacou nos amistosos preparatórios, ficou preso na retranca dos rivais da Copa América. E já há dois reservas pedindo passagem.

Everton “Cebolinha”, do Grêmio, era o mais animado na zona mista da Fonte Nova. Autor de um golaço na estreia, teve seu nome gritado pela torcida e voltou a jogar bem ao entrar no segundo tempo. Foi dele a jogada do gol anulado de Philippe Coutinho. “Fiquei até ansioso para entrar e mostrar serviço, pude absorver a energia da torcida e levar para o campo”, contou.

O atacante ressaltou a “disputa sadia” com David Neres pela vaga na ponta esquerda (que seria de Neymar) e crê na evolução de seu setor. “Acho que pecamos um pouco na criação e finalização, mas isso vai melhorar com o entrosamento, vamos ajustar rapidamente.”

Outro que vem melhorando o time quando entra é Gabriel Jesus, que marcou nos amistosos contra Catar e Honduras e teve um gol anulado em Salvador. O jogador do Manchester City vive situação oposta à da Copa da Rússia, quando era o titular, mas quem mais rendia era o reserva Roberto Firmino — o novo centroavante de Tite.

Jesus, porém, evita falar como concorrente de Firmino e diz que pode atuar em qualquer posição do ataque. “Comecei como ponta e, em 2016, no Palmeiras passei a jogar como segundo atacante, vim me adaptando a esta posição. Hoje sou centroavante, mas não tenho preferência, onde o professor optar por me colocar, vou estar 100% focado.”

Geralmente mais alegres, Richarlison, substituído no intervalo, e David Neres, ambos de 22 anos, exibiam expressões fechadas após o jogo. “Até o jogo passado estava tudo certo, agora que empatou todo mundo é ruim? De forma alguma, todos estão bem e focados”, afirmou Richarlison, que negou sentir pressão por ser titular do Brasil em sua primeira competição oficial com o time. “Não mexe de forma alguma. Sei do peso da responsabilidade de vestir a camisa da seleção, mas só penso em fazer o que sei de melhor que é jogar futebol.”

David Neres admitiu a frustração — “Quando não ganho um jogo sempre vou embora chateado” —, mas ressaltou o bom ambiente entre os concorrentes. “O ambiente é bom, melhor impossível, a briga é ali dentro de campo, sempre tentando ajudar a equipe e pensando no coletivo. A decisão é sempre do treinador e é uma dor de cabeça boa para ele”, afirmou o jogador do Ajax.

“O Tite pede para eu ir para cima, fazer o que faço no Ajax e isso me dá muita confiança”, completou Neres. O tímido Roberto Firmino, que teve nova atuação discreta, evitou o contrato com a imprensa na zona mista.

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