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Anderson é denunciado por suspeita de envolvimento em desvio de R$ 35 mi

Investigado desde 2020, esquema desviou milhões de uma grande indústria e da bolsa de valores, além de lavar dinheiro em operações de criptomoedas

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 17h32 - Publicado em 20 ago 2021, 14h18

O ex-jogador Anderson, 33 anos, aposentado do futebol desde 2019 após passagens relevantes por Grêmio, Porto, Manchester United e seleção brasileira, é suspeito de participar de um esquema que desviou 35 milhões de reais de uma grande indústria e da bolsa de valores, além de lavar dinheiro em operações de criptomoedas.

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Ele foi um dos denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) em processo denominado como Operação Criptoshow. A informação foi inicialmente divulgada pela GHZ.

No total, oito pessoas, incluindo o antigo atleta, podem responder por crimes como furto qualificado, organização criminosa e lavagem de bens, direitos ou valores. A denúncia foi formalizada no último dia 12 pelo promotor de justiça especializada criminal de Porto Alegre, Flávio Duarte.

A operação foi iniciada em 25 de junho de 2020 e já expediu 13 mandados de busca e apreensão. Anderson foi alvo de um deles, em seu apartamento, quando teve um computador recolhido para investigação.

“Nos dias 15 e 16 de abril de 2020, foram desviados R$ 30 milhões da conta bancária de uma grande indústria por meio de 11 transferências eletrônicas (TEDs) para seis empresas localizadas em Porto Alegre, Cachoeirinha, São Paulo e Porto Velho, em Rondônia. Conforme a denúncia, o dinheiro foi desviado em operações realizadas por intermédio de sofisticada técnica realizada por outra empresa, com sede em Cachoeirinha, correntista do mesmo banco”, disse o MP-RS em nota.

“A execução do furto iniciou com o acesso normal à conta bancária, pelo internet banking, mediante login e senha de um dos investigados, quando foi realizada a programação de 11 transferências bancárias para seis destinatários. Ao final da operação, por meio da fraudulenta manipulação da codificação do canal do internet banking, a conta indicada ao sistema para a efetuação do débito de R$ 30 milhões não foi a logada inicialmente, mas sim a conta da grande indústria”, completou em outro trecho.

O MP não confirmou se Anderson é um dos denunciados. Ao UOL, o advogado que trabalha com o ex-atleta, Júlio Cézar Coitinho Júnior, disse que ele ainda não foi citado, e nem intimado, além de não ter tido acesso ao processo. Por isso, ainda não se manifestaria sobre o caso.

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