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Abramovich põe Chelsea à venda e pede 4 bilhões de libras

Busca por compradores foi influenciada por pedidos de sanção ao magnata russo devido à sua relação próxima a Vladimir Putin

Por Da redação Atualizado em 2 mar 2022, 16h26 - Publicado em 2 mar 2022, 14h06

O magnata russo Roman Abramovich, dono do Chelsea, colocou o clube londrino à venda e está aberto a receber ofertas, informou nesta quarta-feira, 2, o jornal britânico, Telegraph. Segundo o veículo, existem pelo menos quatro potenciais compradores, mas a quantia pedida, na casa dos 4 bilhões de libras (equivalente a 27 bilhões de reais pela cotação atual) é vista como alta demais.

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O tabloide informou que alguns dos possíveis compradores já foram contatados pelo banco comercial Raine, responsável pelas negociações, e que uma oferta na casa dos 2,2 bilhões de libras já foi recusada. O bilionário suíço Hansjorg Wyss disse ser um dos investidores interessados.

Em comunicado oficial, o Chelsea confirmou as especulações da mídia e divulgou declaração de Roman Abramovich, que disse que na situação atual, tomou a decisão de vender o clube, pois acredita que seja do interesse dos adeptos, dos colaboradores, bem como dos patrocinadores e parceiros. O ex-dono do Chelsea acrescentou ainda que a venda não será acelerada, mas seguirá um processo natural e completou: “Isso nunca foi sobre negócios ou dinheiro para mim, mas sobre pura paixão pelo jogo e pelo clube. Além disso, instruí minha equipe a criar uma fundação de caridade onde todos os lucros líquidos da venda serão doados. A fundação será para o benefício de todas as vítimas da guerra na Ucrânia”. 

A invasão da Ucrânia gerou enorme pressão para que o dono do Chelsea fosse sancionado, já que apesar de alegações de que ele ofereceu apoio a negociações de paz entre os vizinhos, Abramovich mantém relações próximas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que autorizou ação militar com ataques de mísseis e a invasão de fronteiras.

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Na quinta-feira, 24, o deputado inglês Chris Bryant, membro do Partido Trabalhista do Reino Unido, pediu na Câmara dos Comuns do Reino Unido que Abramovich fosse impedido de trabalhar no futebol do país. De acordo com o também jornal britânico, Daily Mail, a alegação de Bryant é baseada em documentos que apontam essa ligação do dirigente com Putin.

Além disso, o parlamentar denunciou que o bilionário admitiu em processos judiciais influências políticas por dinheiro, vínculos com o governo russo e ligação com corrupção. De acordo com Bryant, a oposição da Rússia coloca Abramovich como um dos 35 oligarcas que apoiam Vladimir Putin.

“Deveríamos tentar confiscar alguns de seus ativos, incluindo sua casa de 152 milhões de libras. E garantir que outras pessoas assim não estejam envolvidas em atividades malignas no Reino Unido”, afirmou Bryant.

Wyss também se pronunciou, através do jornal suíço, Blick: “Como todos os outros oligarcas, ele também está em pânico. Abramovich está tentando vender todas as suas vilas na Inglaterra. Ele também quer se livrar do Chelsea rapidamente. Eu e mais três pessoas recebemos uma oferta na terça-feira para comprar o Chelsea”, disse ele.

Abramovich, de 55 anos, vive cercado de polêmicas e desde 2018 busca o visto de moradia no Reino Unido. Na última semana, jornais ingleses divulgaram que ele estaria impedido de morar no país. Boris Johnson, primeiro-ministro da Inglaterra, negou qualquer medida direcionada ao russo.

Dono de um patrimônio de 14,5 bilhões de dólares (mais de 74 bilhões de reais), que o colocam como a 142ª pessoa mais rica do mundo segundo a revista Forbes, construiu seu império de maneira misteriosa após o fim da União Soviética. Ele comprou o Chelsea em 2003, época em que era governador da província russa de Chukotka — nomeado pelo próprio Putin. Desde então, o clube de Londres conquistou uma série de títulos, incluindo duas Ligas dos Campeões, o Mundial de Clubes e cinco Premier Leagues. 

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