Clique e receba em casa a partir de R$ 14,90/mês

Abel x Cuca: a semi da Libertadores à beira do campo

Finalistas da última edição, treinadores de Palmeiras e Atlético Mineiro se reencontram 234 dias depois e vão em busca do segundo título da América

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 18h03 - Publicado em 21 set 2021, 16h32

Abel Ferreira e Cuca eram puro contraste ao final da Copa Libertadores, em 30 de janeiro deste ano. Se o primeiro chorava vestido por uma bandeira de Portugal aos ombros, enquanto comemorava o primeiro título pelo Palmeiras, Cuca, o mais experiente, parecia desolado. Saiu do meio da arquibancada, onde se colocou de forma improvisada após a expulsão nos minutos finais, demonstrando incredulidade pelo gol sofrido no último segundo de jogo.

Assine a revista digital no app por apenas R$ 8,90/mês

Nesta terça-feira, 21, 234 dias depois eles estarão novamente frente a frente em duelo decisivo pela competição sul-americana. O confronto entre Palmeiras e Atlético Mineiro testará dois dos trabalhos mais empolgantes do país. Quem seguir no torneio, manterá o sonho de levantar a taça da competição pela segunda vez. A primeira partida será  no Allianz Parque, às 21h30, enquanto a decisão acontecerá no dia 28, também às 21h30, no Mineirão.

“É o favorito, já os dão na final contra outro adversário [Flamengo ou Barcelona de Guayaquil]. Acho que não vale a pena discutir o favoritismo, mas no futebol tudo é possível. É um jogo de ida e volta, nós temos nossas ambições, mas acho que ninguém tem dúvida de que o nosso adversário é favorito, por tudo. Pelo o que investiu, pelo o que gastou, por continuar a gastar. Nós vamos com nossa humildade e com o feijão com arroz”, disse Abel.

“Vamos competir agora com o Palmeiras. As chances que a gente tem são iguais às do Palmeiras. Nós vamos competir com o Fortaleza, e as chances que a gente tem são iguais às do Fortaleza. Não adianta, os caras estão fazendo um baita trabalho”, respondeu Cuca.

Quando Cuca venceu a Libertadores em 2013, pelo Atlético Mineiro, Abel Ferreira ainda comandava o sub-19 do Sporting de Portugal. Na ocasião, o treinador brasileiro levou o título da competição em uma campanha capitaneada por Ronaldinho Gaúcho, além de excelentes desempenhos de Jô, Diego Tardelli e Bernard. Na edição da Libertadores de oito anos depois (a de 2020), chegou a vez do português, com o Palmeiras, alcançar a ‘glória eterna’, justamente em cima de Cuca, que treinava o Santos.

O trabalho português

Abel Ferreira tenta o segundo título consecutivo da competição -
Abel Ferreira tenta o segundo título consecutivo da competição – César Grecco/S.E. Palmeiras

No Palmeiras desde 2020, Abel Ferreira é um dos principais responsáveis pela construção de uma equipe ‘copeiro’, apesar de viver um de seus piores momentos sob comando do time. Muitas vezes presente em finais, foi campeão da última edição da Copa do Brasil, a equipe paulista se tornou experiente para partidas grandes desde a sua chegada.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Ainda não assina Star+?! Clique aqui para se inscrever e ter acesso a jogos ao vivo, séries originais e programas exclusivos da ESPN!

Atual campeão da Libertadores, os números do português são expressivos na competição: 17 jogos, 13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, um aproveitamento acima de 80%. Nessas partidas, o clube marcou 42 gols e sofreu apenas 12; em 10 partidas o time palmeirense saiu sem ser vazado.

Cuidado com o Cuca

Cuca tenta o bicampeonato com o Atlético Mineiro -
Cuca tenta o bicampeonato com o Atlético Mineiro – Pedro Souza/Atlético/Divulgação

Campeão da Libertadores de 2013 pelo Galo, Cuca voltou à equipe mineira em março deste ano, poucos meses depois de perder a competição continental pelo Santos. Criticado pela torcida atleticana ao ser anunciado, o técnico precisou superar mais um desafio. Isso, pois, no final de 2020, ficou internado e chegou a ir à UTI após contrair a Covid-19, doença que foi a causa da morte de seu sogro, na mesma época.

O drama da vida de Cuca começou a melhorar em maio deste ano, quando sua mãe, Nilde Stival, venceu a Covid após 75 dias internada. Desde então, a sorte virou para o treinador, que além de vitórias pessoais, passou a acumular êxitos profissionais no Atlético Mineiro.

O retrospecto do treinador em Libertadores pelo Galo é vantajoso. Com 73,6% de aproveitamento, disputou 24 jogos, ganhou 16, empatou cinco e perdeu apenas três. Foram, também, apenas 21 gols sofridos. Na atual edição do torneio, o clube de Belo Horizonte está invicto e vem de vitórias convincentes contra Boca e River Plate, nas oitavas e quartas de final.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade
Publicidade