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Rumo ao LAFC, Bale deixa Real Madrid com taças, gols decisivos e polêmicas

Penta da Champions, galês brilhou em campo, mas nunca caiu nas graças da torcida; aos 32, jogará futebol (e golfe) em paz, nos EUA

Por Da redação Atualizado em 25 jun 2022, 23h03 - Publicado em 25 jun 2022, 19h56

Gareth Bale está definitivamente fora do Real Madrid. Chega, assim, ao fim uma história intensa, para o bem e para o mal. Em nove anos de vínculo, o atacante galês colecionou títulos, gol decisivos e uma série de polêmicas no Santiago Bernabéu. Lesões e sua personalidade fechada, por vezes vista como descompromissada, esfriaram a relação nos últimos anos, mas é impossível dizer que o altíssimo investimento foi em vão. Bale está na história merengue e agora seguirá carreira no Los Angeles FC, dos Estados Unidos.

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Revelado pelo Southampton e destaque do Tottenham, Bale chegou ao Real Madrid no verão de 2013 por uma quantia recorde: 101 milhões de euros, a contratação mais cara da história à época. O retorno foi imediato: naquela temporada o gigante espanhol conquistou “La Décima”, a 10ª Liga dos Campeões, com um gol de Bale na final contra o Atlético de Madri, em Lisboa. Ele também marcou o recordado gol do título da Copa do Rei diante do Barcelona, encerrando anos de freguesia contra o maior rival em jogos importantes.

Em oito temporadas vestindo branco, Bale marcou 106 gols e deu 67 assistências em 258 jogos. Ergueu cinco Ligas dos Campeões (2014, 2016, 2017, 2018 e 2022), três Ligas (2017, 2020 e 2022) e quatro Mundiais de Clubes (2014, 2016, 2017, 2018). Na decisão europeia de 2018, o galês foi a grande estrela na vitória sobre o Liverpool com dois gols, um em falha do goleiro Karius e outro belíssimo, de bicicleta. 

O galês Gareth Bale é apresentado como novo jogador do Real Madrid ao lado do presidente do clube, Florentino Perez, no estádio Santiago Bernabeu, em Madrid
Bale e Florentino Perez, em sua apresentação Sergio Perez/Reuters/VEJA

Bale teve, portanto, uma trajetória mais que vitoriosa em Madri. Mas por que então não é idolatrado e nem mesmo tão respeitado pelos madridistas como os contemporâneos Luka Modric e Toni Kroos? Sobretudo nos últimos anos, a relação foi ficando cada vez mais conflituosa, com o veloz e habilidoso atacante pouco fazendo para solucioná-la.

Em nove anos de Espanha, Bale nunca se preocupou em aprender e dar entrevistas em espanhol, nem estreitar os laços com a exigente torcida. Um de seus desafetos no clube foi ninguém menos que o então treinador Zinedine Zidane, lenda da casa, com quem comprou briga por achar que merecia mais minutos como titular. Muitas vezes apontado como apático e sem carisma, Bale irritou ainda mais os espanhóis ao revelar qual era sua verdadeira paixão no esporte: jogar golfe.

Incomodado por ser tratado como “golfista” do Real Madrid por parte da imprensa e dos fãs, Bale reagiu na mesma moeda – com ironia -, em um episódio marcante no fim de 2019. Ao celebrar a classificação do País de Gales à Eurocopa de 2020, Bale posou radiante com seus companheiros com uma bandeira que dizia: “Gales, golfe e Madri; nesta ordem.”

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O jogador cansou de defender seu hobby publicamente. “Muitas pessoas têm problemas comigo porque jogo golfe, não sei qual é o motivo. Conversei com médicos e todos disseram que não há problemas com o que eu faço. No golfe consigo me afastar do futebol, de qualquer coisa negativa que esteja acontecendo e recuperar minha mente”, afirmou Bale, em entrevista ao podcast Erik Anders Lang, em 2020. 

Hobby: Gareth Bale joga golfe em Newport, País de Gales
Hobby: Gareth Bale joga golfe em Newport, País de Gales Matthew Horwood/Getty Images

No ano seguinte, em entrevista ao jornal britânico The Times, Bale se disse perseguido pela imprensa espanhola pelo fato de não atendê-la. “O problema é que no Real Madrid esperam que você seja um galáctico, que faça o que outros jogadores faziam. Eu não sou como eles. Gosto de estar com os meus e ser discreto, enquanto outros gostam de construir a sua marca. Gosto de jogar futebol, ir para casa e ser uma pessoa normal”, afirmou.

Mesmo depois da saída de Zidane, Bale jamais conseguiu ganhar a confiança dos técnicos e repetir os bons momentos dos primeiros anos. Em 2020, ele foi emprestado ao Tottenham, mas tampouco brilhou na Premier League. Na última vitoriosa temporada, foi quase um “fantasma” no elenco: entrou em apenas sete jogos e fez um gol.

Vaiado em uma partida, ele chegou a ser defendido pelo brasileiro Casemiro. “O futebol é uma questão de opinião, cada um tem a sua, mas não gostei das vaias contra o Bale, não concordo. Ele é um jogador histórico deste clube, marcou gols muito importantes. Quando você vaia alguém assim, você vaia a história deste clube.” Pela seleção galesa, no entanto, seguiu brilhando e levou a equipe à Copa do Mundo pela primeira vez desde 1958.

Antes do Mundial do Catar, Bale dará um novo passo na carreira, no LAFC, clube da Major League Soccer que também contratou outra estrela europeia, o veterano zagueiro italiano Giorgio Chiellini. A escolha pelos EUA não chegou a ser uma surpresa, justamente por causa da grande paixão de Bale. “Adoro passar férias em Los Angeles, sempre que vou jogo muito golfe por lá”, contou o atleta, há dois anos.

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