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Raphinha tentará retomar relação Brasil-Barcelona após fiascos recentes

Ponta da seleção rejeitou ofertas de Chelsea e Arsenal e quer findar sequência de desilusões que inclui Arthur, Coutinho, Malcom, entre outros

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 13 jul 2022, 09h51 - Publicado em 13 jul 2022, 07h00

O Barcelona tem uma relação estreita e antiga com o futebol brasileiro. Pelo Camp Nou, brilharam ídolos como Evaristo de Macedo, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Daniel Alves, entre outros. Não à toa, o centenário do clube, em 1999, foi celebrado com um amistoso diante da seleção brasileira. No entanto, desde a conturbada saída de Neymar, que brilhou intensamente na Catalunha, mas preferiu uma nova e milionária aventura no PSG, esta união anda abalada. Os últimos reforços do Brasil fracassaram ou, no mínimo, não deixaram saudades. Na temporada 2022/2023, surge uma nova esperança: o ponta Raphinha.

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Gaúcho como Ronaldinho, o jogador de 25 anos revelado pelo Avaí decidiu deixar a Premier League, onde vinha brilhando pelo Leeds United, para seguir o caminho de seus ídolos em solo catalão, apesar da enorme crise financeira e esportiva que o Barça atravessa. Ele rejeitou as propostas de Arsenal e Chelsea e, segundo informações do jornalista Fabrizio Romano, acertou por cinco temporadas, em uma transferência que pode chegar a 67 milhões de euros (equivalente a 365 milhões de reais pela cotação atual).

Raphinha tem como empresário Deco, brasileiro naturalizado português, outra referencia nesta relação de sucesso. Por toda a tradição e também pela facilidade com o idioma e o clima, os clubes de LaLiga, especialmente Barcelona e Real Madrid, são extremamente sedutores para os brasileiros. No entanto, a tentação pode ser traiçoeira. O caso mais emblemático é o de Philippe Coutinho, que no início de 2018 trocou o Liverpool pelo Barça por 135 milhões de dólares na transação mais cara da história do clube.

No entanto, enquanto o Liverpool emendou uma sequência de títulos importantes, Coutinho nunca passou de coadjuvante, tanto no Barça quanto no Bayern de Munique, por onde passou por empréstimo e ergueu a Liga dos Campeões como um reserva de luxo. Em meio a graves lesões, foram 106 jogos com a camisa culé, com 26 gols marcados, até ser vendido por “apenas” 20 milhões de euros ao Aston Villa. Além de Coutinho, todos os brasileiros que chegaram ao Barça depois de Neymar tiveram mais baixos do que altos.

Philippe Coutinho é apresentado no Barcelona
Coutinho acena para a torcida ao chegar ao Camp Nou em gesto eternizado por Ronaldinho; badalada transação terminou em decepção Albert Gea/Reuters

Os últimos brasileiros contratados pelo Barcelona foram: Daniel Alves (2021/22), Neto (2019/20), Matheus Fernandes (2019/20), Malcom (2018/19), Arthur (2018/19), Philippe Coutinho (2017/18), Paulinho (2017/18), Marlon (2017/18) e Douglas (2014/15), além de Emerson Royal, que nem chegou a estrear e foi vendido ao Tottenham após empréstimo ao Betis.

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Paulinho comemora após marcar gol em partida contra o Levante, válida pelo Campeonato Espanhol - 07/01/2018
Paulinho com Messi e Suárez Albert Gea/Reuters

Destes, o melhor rendimento talvez tenha sido o de Paulinho, mas a relação durou apenas uma temporada, a de 2017/2018. Ele fez 49 jogos, nove gols e conquistou os títulos de LaLiga e Copa do Rei, mas decidiu voltar ao futebol chinês. Para seu lugar, o clube apostou em Arthur, jovem destaque do Grêmio, por cerca de 40 milhões de euros. No entanto, sem deslanchar e envolvido em problemas extra-campo, o jogador foi vendido à Juventus após duas temporadas, com 72 jogos e quatro gols. Na Itália, Arthur também estagnou e acabou perdendo espaço na seleção brasileira.

Da mesma posição e característica de Raphinha, outro jovem brasileiro a se desiludir na Catalunha foi Malcom. O jogador revelado pelo Corinthians, então no Bordeaux, chegou a ser anunciado como reforço da Roma, mas, de última hora, desembarcou no Camp Nou. Ele atuou em apenas 24 partidas da temporada 2018/2019 e marcou quatro gols antes de ser vendido ao Zenit, da Rússia, onde permanece. Na época, o jogador disse que decidiu trocar Barcelona por São Petersburgo pois queria ter maior sequência de jogo. 

O último a sair foi Daniel Alves, ídolo do clube, que teve uma temporada de despedida, aos 39 anos. Ele encerrou a segunda passagem com 17 jogos, quatro assistências, um gol e nenhuma taça conquistada e agora busca um novo clube para se manter na lista de convocados da seleção.

Raphinha, no entanto, chega com o respaldo de provável titular da seleção que disputará a Copa do Mundo no Catar e deve ser uma das peças mais importantes no esquema do técnico Xavi. Ele também já recebeu a benção de seu ídolo e conterrâneo Ronaldinho. “Raphinha é da mesma cidade que eu, Porto Alegre. Somos nascidos no mesmo bairro e eu sou muito amigo do pai dele. Por isso, conheço o Raphinha desde criança”, contou o ex-jogador ao diário Mundo Deportivo.

“Ele tem muita qualidade, e acredito que se encaixaria muito bem no futebol espanhol. É um amigo, o conheço há muito tempo e tem muita qualidade”, completou Ronaldinho, em meio as negociações.

Raphinha foi o principal destaque na vitória por 4 a 1 sobre o Uruguai -
Raphinha ganhou a confiança de Tite e é nome certo para a Copa do Catar Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação

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