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Os estranhos rumos nas carreiras dos campeões mundiais Götze e Özil

Autor do gol do título alemão no Maracanã tenta novo recomeço em Frankfurt, enquanto o meia foi dispensado por Jorge Jesus na Turquia

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 13 jul 2022, 18h31 - Publicado em 14 jul 2022, 07h00

No dia 13 de julho de 2014, Mario Götze cravou seu nome na história das Copas do Mundo ao marcar, aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação, o gol da vitória da Alemanha por 1 a 0 sobre a Argentina, na final do Mundial no Maracanã. Aquela seleção germânica, marcada pelo 7 a 1 sobre o anfitrião Brasil na semifinal, tinha como um de seus destaques outro talentoso meia, Mesut Özil. A consagração de oito anos atrás tinha tudo para levar a dupla, ainda jovem, a uma sequência brilhante na carreira, mas não foi que aconteceu.

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Aos 30 anos, após rodar sem sucesso por diversos clubes, Götze buscará um novo recomeço no Eintracht Frankfurt, enquanto Özil, 33, ficou fora dos planos do técnico Jorge Jesus, do Fenerbahce, e mudou de time na Turquia: será a estrela do Istanbul Basaksehir.

O caso de Götze chama mais atenção e sua derrocada envolve um problema de saúde. Revelado em 2009 pelo Borussia Dortmund, ele sempre foi tratado como um prodígio e rapidamente chegou à seleção alemã. Em 2013, foi alvo de grande polêmica ao ser anunciado como reforço do Bayern de Munique dias antes da final da Liga dos Campeões justamente diante da equipe aurinegra – lesionado, ele não atuou na decisão vencida pelos bávaros.

O alemão Götze comemora gol no segundo tempo da prorrogação na final contra a Argentina, no Maracanã no Rio
A consagração de Götze no Maracanã Ivan Pacheco/VEJA.com/VEJA

Taxado de traidor em Dortmund, ele deu alegrias a todo a Alemanha com o gol que garantiu o tetracampeonato em 2014. No entanto, a partir daí, começou seu calvário. Ele sofreu com lesões e jamais conseguiu se firmar no Bayern. Em 2016, Götze retornou ao Borussia Dotmund em busca da redenção, mas foi na antiga casa que descobriu sofrer de miopatia metabólica, uma doença que tira a força dos músculos.

O jogador chegou a cogitar a aposentadoria aos 25 anos, mas realizou tratamento e se disse em condições de voltar a brilhar. “Me sinto bem, agora posso facilmente correr com força. Os remédios agora são parte da minha vida (…) A coisa mais importante para mim é estar preparado fisicamente e em boa condição”, afirmou em entrevista à revista Kicker, em 2017.

Em 2020, acertou com o PSV, da Holanda, onde conseguiu retomar um bom nível. Em duas temporadas, somou 18 gols e 18 assistências em 76 jogos, e conquistou a Copa da Holanda. Pouco para o que prometia há alguns anos, mas o suficiente para conseguir mais um bom contrato. Nesta janela de transferências, Götze está acertou com o Frankfurt, atual campeão da Liga Europa, e que por isso está garantido na fase de grupos da Liga dos Campeões. Cinco vezes campeão da Bundesliga, ele tentará voltar a brilhar em seu país. 

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Três anos mais velho, Özil tampouco teve a sequência que seu talento fazia supor. Meia canhoto com rara visão de jogo, ele surgiu no Schalke 04 e brilhou pelo Werder Bremen antes de acertar com o Real Madrid, em 2010. Em três temporadas no Bernabéu, manteve bons números (27 gols e 80 assistências em 159 jogos) e venceu a Liga de 2012 e a Copa do Rei de 2011, mas sem jamais ser uma unanimidade.

No verão de 2013, ele trocou o Real Madrid pelo Arsenal por 45 milhões de euros. “Nos últimos dias me dei conta de que não tinha a confiança de [Carlo] Ancelotti”, justificou, citando o técnico italiano, atualmente de volta a Madri. Em Londres, Özil viveu de lampejos de genialidade, cada vez com menos constância. Em sete temporadas, venceu quatro vezes a Copa da Inglaterra e três a Supercopa, mas o desejado título da Premier League nunca chegou.

Ele deixou o Arsenal em 2020, com 44 gols e 77 assistências em 254 jogos rumo ao Fenerbahce. Suas raízes turcas, aliás, foram motivo de polêmica na carreira. Em julho de 2018, Özil abandonou a seleção alemã ao se dizer vítima de racismo e preconceito pela repercussão de uma foto na qual posou ao lado do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. 

“Com dor no coração e após considerar muito os recentes acontecimentos, não seguirei jogando com a seleção da Alemanha, pois sinto que sofri com o racismo e a falta de respeito. Vesti a camisa da Alemanha com orgulho e alegria, mas agora não mais”, afirmou em comunicado, semanas depois da eliminação precoce do time na Copa do Mundo da Rússia. 

Pelo Fenerbahce, Özil tampouco teve atuações brilhantes. Em 36 partidas, marcou oito gols e contribuiu com três assistências. Ele foi avisado por Jorge Jesus de que não estava nos planos do técnico português. O meia foi alvo de rumores sobre uma possível vinda para o futebol brasileiro e até de que poderia virar atleta de eSports, hipótese aventada por seu agente, Erkut Sogut. 

“Talvez se converta em um atleta de esportes eletrônicos. Ele é muito bom no Fortnite, e eu não me surpreenderia se passasse a competir algum dia”, comentou Sogut ao tabloide britânico The Telegraph. A aposentadoria dos gramados não veio e agora Özil tentará mostrar que ainda tem lenha para queimar no Istanbul Basaksehir, quarto colocado da última liga turca e classificado para a Conference League. 

Mesut Ozil, da Alemanha, durante amistoso contra a Espanha, realizado em Duesseldorf - 23/03/2018
Mesut Ozil deixou a seleção alemã depois do fracasso na Copa de 2018 Patrik Stollarz/AFP

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