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Velório de surfista tem presença de 1,5 mil pessoas em SC

Ricardo dos Santos não resistiu aos tiros que levou em discussão com policial. Autor dos disparos alegou legítima defesa, fato negado pela investigação

Por Da Redação Atualizado em 29 set 2021, 22h49 - Publicado em 21 jan 2015, 10h28

O corpo do surfista catarinense Ricardo dos Santos, o Ricardinho, foi velado durante a madrugada desta quarta-feira no salão paroquial da Guarda do Embaú, em Palhoça. Cerca de 1,5 mil pessoas compareceram ao local para prestar homenagem e apoio à família. O caixão chegou por volta das 22h de terça-feira em meio a aplausos e ovações.

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Ao contrário do planejado, o desejo do próprio Ricardinho de ser cremado e ter as cinzas jogadas no mar da Guarda do Embaú e no Havaí não será atendido por enquanto. A família optou pelo enterro, para que o corpo esteja disponível caso a investigação de sua morte necessite uma exumação. O sepultamento foi marcado para esta quarta no cemitério de Paulo Lopes, cidade vizinha a Palhoça.

Ricardinho obeteve alguns resultados expressivos durante sua curta carreira no surfe
Ricardinho obeteve alguns resultados expressivos durante sua curta carreira no surfe VEJA

O surfista morreu no início da tarde de terça-feira. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por três tiros que levou na região do abdômen na última segunda, na porta de sua casa na Guarda do Embaú, em Palhoça. Mesmo depois de ser submetido a quatro cirurgias, o quadro de hemorragia não foi solucionado e ele ainda sofreu uma parada cardíaca.

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Os disparos foram feitos pelo policial militar Luiz Paulo Mota Brentano, que está preso no quartel da PM em Florianópolis. De acordo com testemunhas, o surfista discutiu com o policial e seu irmão após a dupla parar o carro sobre um cano da obra que estava sendo realizada pelo seu avô, Nicolau dos Santos. Depois do desentendimento, o jovem levou três tiros.

Em depoimento, o policial alegou ter agido em legítima defesa e afirmou que Ricardinho estava com um facão. Porém, o delegado responsável pelo caso, Marcelo Arruda, disse que nenhum facão foi encontrado na casa do surfista.

Carreira – Natural de Palhoça, Ricardinho estreou como profissional em 2008 e participou de sete etapas do WCT. Ele tinha como principal vitória na carreira uma bateria em Teahupoo, no Taiti, em 2012, quando superou uma das maiores lendas do esporte, o norte-americano Kelly Slater.

Sua última participação na elite do surfe aconteceu o em Pipeline, no Havaí, em 2013, quando terminou na 37ª colocação. Desde então, ele vinha competindo em divisões menores da modalidade. Sua especialidade era surfar ondas pesadas e tubulares.

(Com Estadão Conteúdo)

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