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Um Brasil de 45 minutos

Contra a Alemanha, não dará mais para resolver a vida em 45 minutos. Para ganhar, será preciso mais com menos

Por Sérgio Xavier Atualizado em 6 out 2021, 14h50 - Publicado em 5 jul 2014, 08h57

Para a Copa, foi uma bênção. O Brasil sobreviveu, ao menos até 12 de julho, dia em que se decide o terceiro lugar. Nada melhor para um Mundial do que ter o país anfitrião vivinho da silva até o final. O país fica mobilizado, torcida animada, excelente para o evento.

Mas que epopeia para chegar à semifinal! Deveria e poderia ser bem mais fácil. E não foi. Uma primeira fase fraca, uma classificação dramática nas oitavas contra o Chile, um jogo sofrido nas quartas contra a Colômbia. Claro que o time evoluiu, ainda que não na velocidade que o torcedor esperaria. Na estreia contra a Croácia, a defesa vazou. Grandes avenidas pelas laterais, um horror. Na segunda partida contra o México, conseguiu corrigir a cobertura dos volantes, a defesa melhorou. Só que a seleção tem cobertor curto. O sistema defensivo funcionou, o ataque quase morreu.

Veio o terceiro jogo contra Camarões, com um primeiro tempo lamentável. Só que com a entrada do volante Fernandinho no intervalo a equipe se encontrou e empilhou gols nos africanos. Muito bom, será que finalmente iria entrar na Copa? O teste contra o Chile era perfeito. Os comandados de Felipão encarariam um ótimo time de futebol em uma partida eliminatória valendo a vida. E o primeiro tempo foi animador, jogadas pelas pontas, cruzamentos precisos. Opa, entramos na Copa? De novo, decepção. Segundo tempo e prorrogação péssimos. A impressão era que a seleção brasileira não escaparia da derrota contra a Colômbia.

E no jogo desta sexta-feira o roteiro se repetiu. Um bom primeiro tempo e uma etapa complementar vacilante. O que acontece? Por que o Brasil não consegue engatar um jogo completo? Se foi possível sobreviver até as semifinais jogando pela metade, a partir de agora será preciso ser bem mais efetivo. Contra a Alemanha, não dará mais para resolver a vida em 45 minutos. Para disputar a final no domingo dia 13, será preciso mais com menos. Se já era difícil com Neymar, sem ele, muito difícil. Muito mesmo.

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