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UFC: Werdum e o desafio de derrotar um de seus ídolos

De olho no título dos pesados do UFC, o atleta gaúcho luta contra Minotauro, no próximo sábado, em Fortaleza. ‘Ninguém pode subestimá-lo’, garante ele

Por Davi Correia Atualizado em 7 out 2021, 11h17 - Publicado em 2 jun 2013, 13h33

“Ele é meu oponente no próximo combate, mas também é um dos meus ídolos.” É assim que o gaúcho Fabrício Werdum define seu desafio do próximo fim de semana, contra o baiano Rodrigo Minotauro. Os dois se enfrentarão na final da segunda edição do reality show The Ultimate Fighter, em Fortaleza. Com duas vitórias consecutivas, contra Roy Nelson e Mike Russow, Werdum é o terceiro no ranking oficial dos pesados e está muito perto de ganhar uma chance de disputar o cinturão da categoria, que está com o americano Cain Velasquez. Antes, no entanto, precisa vencer justamente o lutador que o inspirou a começar a treinar MMA. Os dois já se enfrentaram em 2006, no Pride, quando Minotauro foi melhor e venceu por decisão unanime dos juízes. Werdum rejeita usar o termo “revanche” para falar sobre a luta e nem cogita a hipótese de aposentar o velho campeão – Minotauro completou 37 anos neste domingo e recentemente passou quase um ano e meio afastado dos octógonos por causa de uma grave lesão.

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Antes de embarcar para Fortaleza, Fabrício Werdum faz seus últimos treinos em São Paulo, onde recebeu a reportagem do site de VEJA em uma academia na Zona Oeste da cidade. Acompanhado da sua equipe, dirigida pelo mestre Rafael Cordeiro, ele falou sobre sua expectativa para a próxima luta, sobre uma possível edição do The Ultimate Fighter no México, contra Velasquez, e sobre a experiência de ser comentarista do canal ESPN Deportes, em espanhol. “Eu ficava nervoso quando entrava ao vivo, mas hoje estou bem mais tranquilo e adoro participar”, disse Werdum. Conhecido pelo bom humor – o atleta não para de fazer piadas com todos que estão ao redor -, Werdum mostra seu profissionalismo ao falar sobre o encontro com Minotauro. E deixa claro: a admiração ficará do lado de fora do octógono no sábado. O UFC em Fortaleza está marcado para começar às 17h45 e a noite de lutas deve terminar às 0h15 de domingo.

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Como foi o treinamento para essa luta? Costumo dizer que não tenho treinamento especial, apenas não paro de treinar. Depois dos confrontos eu até descanso um pouco, mas estou sempre na academia. A luta é meu emprego, não posso ir trabalhar só alguns dias. Mas para o desafio contra o Rodrigo Minotauro eu comecei a treinar em janeiro, nas gravações do The Ultimate Fighter.

Como foi participar do reality show? Aprendi muito dentro da casa. Foi a primeira vez que fui treinador principal. São todos lutadores profissionais, mas que estão querendo uma boa oportunidade para subir na carreira. Fiquei feliz porque pude ensinar tudo o que aprendi nos treinos e lutas.

Repetiria a experiência? Claro! Até dei uma ideia para o UFC. Eles estão tentando expandir o esporte no México e pensam em fazer uma edição do TUF por lá. Sugeri que, se vencesse o Minotauro, eu poderia ser um dos treinadores com o Cain Velasquez, que tem raízes fortes no país, e depois disputaríamos o título.

Como é ser lutador e comentarista de TV ao mesmo tempo? Eu não queria aceitar o convite no começo, porque estava treinando para uma luta, mas fui convencido a fazer o teste. Eu ficava nervoso quando participava ao vivo, mas hoje estou bem mais tranquilo e adoro participar. Sou comentarista em todos os eventos, e o último foi o UFC 160, quando o Cain Velasquez venceu o Antonio Pezão.

Ainda fica nervoso antes das transmissões? Não, estou bem adaptado às câmeras. No começo eu ficava nervoso quando a equipe avisava que a gente entraria no ar em dois minutos. Hoje, estou tomando café e me avisam que entraremos em cinco segundos, mas continuo tomando café até dois segundos antes de começar.

É algo vantajoso para você, já que está sempre observando seus adversários de perto, não? Sim, eu aprendo muito quando estou comentando as lutas dos meus possíveis rivais. No UFC 160, eu fui o primeiro a entrevistar o Cain Velasquez, depois de ele vencer o Antonio Pezão. Ele desceu do octógono e foi falar direto com a gente, que somos da rede latina. Até me perguntaram por que eu não o desafiei, mas ele tinha acabado de lutar, não queria estragar sua vitória. É preciso ter bom senso.

O que mudou em relação ao seu primeiro confronto contra o Minotauro? Estou me sentindo muito mais experiente. Sem querer usar isso como desculpa para a derrota, na primeira luta eu era um simples lutador de jiu-jitsu, não tinha treino voltado para o MMA. Acredito que melhorei bastante no muay thai e no wrestling.

E o que mudou no seu adversário? O Minotauro também está mais experiente, é claro. O boxe dele está excelente. E o Minotauro sempre se supera. Ninguém pode subestimá-lo. Ele está muitos anos na minha frente. Ele é meu oponente, mas também é um dos meus ídolos. Eu comecei no MMA acompanhando o Wanderlei Silva e o Minotauro.

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