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Transgênero italiano é preso dentro do parque olímpico

Vestido com uma fantasia nas cores do arco-íris, Vladimir Luxuria foi proibido de entrar na arena onde acontecia uma partida de hóquei

Por Da Redação Atualizado em 6 out 2021, 22h22 - Publicado em 17 fev 2014, 19h21

Depois de toda a repercussão negativa, anterior aos Jogos de Sochi, sobre as leis que proíbem a exposição de “menores a propaganda de formas não convencionais de relações sexuais”, as autoridades locais já estavam de sobreaviso em relação a possíveis incidentes durante as duas semanas de competições. Depois de uma primeira semana razoavelmente tranquila, um transgênero italiano, conhecido em seu país como Vladimir Luxuria, foi detido na noite desta segunda-feira quando tentava entrar na arena Shayba, para assistir uma partida de hóquei no gelo. Mesmo com ingresso válido para o evento, Luxuria foi abordado por quatro homens sem credenciais e levado em um carro oficial da organização.

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De acordo com a agência italiana Ansa, Luxuria estava acompanhado de dois colegas, também detidos, e posteriormente abandonados em uma estrada próxima às arenas de competição. O ativista teria chegado no parque olímpico de Sochi duas horas antes do episódio com a polícia. Segundo relatos, ele circulou pelas ruas entre as arenas gritando frases de ordem como “É OK ser gay”, em inglês e em russo. Vestido com uma fantasia colorida e com um adereço em formato de arco-íris na cabeça, ele chegou a tirar fotos com alguns visitantes antes de tentar entrar na arena Shayba. O ativista passou pela barreira de fiscais de ingressos mas foi detido logo em seguida: “Nós tentamos, mas amanhã voltaremos à Itália em um voo que já havíamos comprado.”

Luxuria, nascido Wladmiro Guadagno, tem 39 anos e fama em seu país. Em 2006, foi eleito o primeiro transgênero do parlamento italiano, pelo partido da refundação comunista. Além disso, é ator, escritor e apresentador de TV. No domingo, o ativista já havia dito ter sido detido por policiais russos, fato não confirmado pelas autoridades. Ainda de acordo com Luxuria, os oficiais o advertiram a não usar roupas ou exibir cartazes em defesa dos direitos dos homossexuais. “Aqui na Rússia as pessoas não sabem muito bem o significado do arco-íris. Muitas crianças vieram até mim, pedindo para tirar foto, pensando que eu era uma fada”, disse Luxuria.

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