CLIQUE E RECEBA EM CASA A PARTIR DE R$ 14,90/MÊS

Torcida faz festa para seleção, mas há ingressos de sobra

Apesar dos aplausos no treino, principalmente para Neymar e Hulk, amistoso de segunda-feira à noite, no Recife, tem só 19.000 dos 55.000 bilhetes já vendidos

Por Davi Correia, do Recife Atualizado em 8 out 2021, 11h00 - Publicado em 9 set 2012, 20h46

Mano ainda tem nove amistosos até a estreia na Copa das Confederações, em junho de 2013, mas lamentou a falta de tempo para treinar a equipe: “É complicado arrumar o esquema tático de um time apenas com os jogos”

Se na vitória contra a África do Sul, na sexta-feira, em São Paulo, a seleção brasileira sofreu com a pressão da torcida, que não poupou vaias ao técnico Mano Menezes e aos seus jogadores, o cenário para a partida amistosa de segunda-feira, contra a China, no Recife, deverá ser bem diferente. No treino aberto realizado da tarde deste domingo, no Estádio do Arruda, Neymar e companhia foram bem recebidos por cerca de 8.000 torcedores nas arquibancadas. O público gritou o nome de todos os jogadores e até comemorou os gols marcados no treino recreativo. Antes da sessão, Daniel Alves lamentou as vaias em São Paulo, pediu para o torcedor ter mais paciência com Neymar e o comparou a Lionel Messi e seu papel na seleção argentina. “Alguns meses atrás, os argentinos cobravam boas atuações do Messi. Mas a torcida entendeu que ele precisa ser tratado com carinho, e agora ele está rendendo bem mais. Gostaria de um tratamento semelhante a esse com o Neymar, que é o principal atleta da seleção brasileira”, pediu o lateral.

Apesar do apoio dos torcedores no treino deste domingo, o estádio pode não estar lotado na partida de segunda (assim como já aconteceu em São Paulo). A CBF informou que apenas 19.000 ingressos foram vendidos até o momento – 55.000 foram colocados à venda. Apesar de pedir apoio ao torcedor, Daniel Alves admitiu que a seleção brasileira perdeu um pouco da credibilidade com o público local e afirmou que apenas as vitórias e boas atuações podem reverter esse cenário. Com exceção de Neymar, o atleta mais festejado no treino foi o atacante Hulk, que recentemente se transferiu para o Zenit, da Rússia, por cerca de 130 milhões de reais – e marcou o gol que decidiu a partida de sexta no Morumbi. Hulk, que é de Campina Grande, na Paraíba, se disse feliz pela oportunidade de jogar diante da torcida nordestina. A seleção costuma ser muito aplaudida pelos torcedores dessa região – e, de acordo com o técnico Mano Menezes, que está sob pressão no cargo, é disso que o time precisa no momento.

A equipe que deve começar a partida contra a seleção chinesa tem apenas uma alteração em relação ao time que derrotou os sul-africanos: Diego Alves; Daniel Alves, Dedé, David Luiz e Marcelo; Rômulo, Ramires, Lucas e Oscar; Hulk e Neymar. A novidade é a entrada de Hulk no lugar de Leandro Damião – que ouviu o nome de Luís Fabiano a cada vez que tocava na bola no Morumbi. Para Mano Menezes, porém, o centroavante, artilheiro da Olimpíada de Londres, está aproveitando bem as oportunidades para garantir sua vaga na Copa de 2014, no Brasil. Mano diz que a entrada de Hulk é uma tentativa de preparar o time para encarar uma retranca chinesa. “Precisamos de um ataque mais veloz, e por isso optamos em não colocar um atacante parado dentro da área.” Mano ainda tem nove amistosos até a estreia na Copa das Confederações, em junho de 2013, mas lamentou a falta de tempo para treinar a equipe. “Poderíamos ter menos jogos, mas com mais tempo para treinar. É complicado arrumar o esquema tático de um time apenas com os jogos.” O treinador afirmou que já definiu 70% do time que disputará a Copa das Confederações.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Publicidade