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Torcedora gremista pede encontro com Aranha; ele diz não

Patrícia Moreira lamenta ter xingado goleiro de ‘macaco’: ‘Foi no calor do jogo’

Por Da Redação Atualizado em 6 out 2021, 12h54 - Publicado em 5 set 2014, 15h11

A torcedora gremista Patrícia Moreira, flagrada por câmeras de televisão chamando o goleiro Aranha, do Santos, de “macaco” na semana passada, negou nesta sexta-feira que tenha um comportamento racista. Repetindo o que já havia dito à polícia na quinta, ela disse que fez o xingamento “no calor do jogo” e pediu desculpas por sua atitude. “Eu peço perdão, de coração. Não sou racista. Aquela palavra não foi racismo da minha parte. Não tive a intenção de ser racista. Foi no calor do jogo. O Grêmio estava perdendo, o Grêmio é minha paixão”, disse a torcedora, em um rápido pronunciamento à imprensa em um hotel na cidade de Porto Alegre, onde mora.

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Patrícia chorou ao falar aos jornalistas e também pediu desculpas ao Grêmio, que foi excluído da competição devido às ofensas racistas de um grupo de torcedores, do qual Patrícia fazia parte. “Peço desculpas ao Grêmio, à nação tricolor. Peço desculpas ao Aranha, peço perdão. Perdão mesmo”, declarou a jovem de 23 anos. De acordo com o advogado dela, Alexandre Rossato, Patrícia pretende se desculpar com Aranha pessoalmente. Ele, no entanto, informou, por meio da assessoria do Santos, que o encontro “não é necessário” e que espera apenas que o caso seja devidamente investigado.

O advogado da torcedora disse que Patrícia quis apenas provocar o jogador adversário – e suas declarações, minimizando a importância do ocorrido, não parecem ajudar muito a situação de sua cliente. “O termo ‘macaco’ naquele contexto, dentro do jogo de futebol, não se torna racista, ainda mais com a intenção dela. Isso se torna um xingamento. O termo ‘macaco’ é mais um termo usado dentro do futebol”, defendeu Rossato. “Estaríamos sendo hipócritas punindo só a Patrícia. Infelizmente, ela já foi julgada socialmente. O racismo está inserido na sociedade e não podemos jogá-lo tão somente sobre essa menina”, completou o advogado.

(Com Estadão Conteúdo)

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