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‘Tolerância zero’ dos árbitros faz explodir o número de cartões do Brasileirão

Em 2014, apenas oito atletas foram punidos por reclamação em três rodadas. Neste ano, o número subiu para 37 – o que só aumentou a chiadeira

Por Da Redação Atualizado em 29 set 2021, 20h25 - Publicado em 26 Maio 2015, 10h26

Os árbitros do Campeonato Brasileiro vêm cumprindo à risca a recomendação da CBF de tolerância zero com reclamações – o atleta que protestar de uma decisão do juiz deve receber cartão amarelo ou até vermelho. Em três rodadas do torneio, foi registrado um recorde no número de advertências: nos 30 primeiros jogos deste ano, os árbitros distribuíram 165 cartões amarelos (37 por reclamação). Além disso, o atacante Walter, foi expulso de campo por se exceder nas ofensas. Em 2014, em igual número de partidas, houve 127 cartões amarelos, sendo apenas oito por reclamação, de acordo com a comissão de arbitragem da CBF.

A nova orientação, no entanto, só fez aumentar a chiadeira de atletas e treinadores, que cobram maior “liberdade de expressão”. No domingo, o atacante Ricardo Oliveira, do Santos, criticou o árbitro baiano Jailson Macedo Freitas, que deu dois cartões por reclamação e ainda expulsou o técnico Marcelo Fernandes. “Eu não sou de reclamar, mas está demais. Você vai conversar educadamente com o árbitro, ele não te escuta e já dá cartão amarelo. É um critério muito rigoroso”.

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A revolta é ainda maior entre os treinadores: em um grupo de WhatsApp criado pelos técnicos da Série A, a maior parte das mensagens trata do rigor dos árbitros. “Os árbitros estão superprotegidos e nós treinadores extremamente expostos. Viramos vilões”, disse o técnico da Ponte Preta, Guto Ferreira, expulso no domingo, no jogo contra o Cruzeiro. “Não tem liberdade de expressão. Isso não existe. É um direito meu discordar do árbitro. O que eu não posso é interferir no jogo ou ofendê-lo. E isso eu não fiz”, desabafou Guto.

Regras – Gostando ou não, jogadores e técnicos devem se adaptar à nova realidade, garantiu Sérgio Corrêa, presidente da comissão de arbitragem. “Os árbitros estão agindo dentro do que foi orientado. Árbitro que não cumprir a recomendação vai ser afastado”. Ele explica que a violência também tem de ser coibida com rigor e diz já ser possível perceber uma melhora com a nova determinação: a média de faltas diminuiu. Segundo estudo da CBF, foi de 32,6 no Brasileirão do ano passado e está em 30,4 este ano. “Média de Copa do Mundo”, segundo Corrêa.

Ele não quis revelar os nomes, mas informou que dois árbitros que apitaram no fim de semana serão suspensos na próxima rodada por ter permitido que jogadores reclamassem à vontade. Na circular enviada aos árbitros em 13 de abril, foi avisado que quem não atuar de acordo com as regras será “sumariamente afastado das programações”.

Raphael Claus teve bastante trabalho durante o clássico, que teve expulsão de Alison, do Santos, ainda no primeiro tempo
Raphael Claus teve bastante trabalho durante o clássico, que teve expulsão de Alison, do Santos, ainda no primeiro tempo VEJA

(com Estadão Conteúdo)

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