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Tênis: Maria Sharapova anuncia aposentadoria aos 32 anos

Ex-número 1 do mundo e dona de cinco Grand Slams, tenista russa deixa o esporte após seguidas lesões

Por Da Redação Atualizado em 27 set 2021, 10h54 - Publicado em 26 fev 2020, 11h27

Maria Sharapova anunciou nesta quarta-feira, 26, sua aposentadoria do tênis profissional, aos 32 anos. Ex-número 1 do mundo e dona de cinco títulos de Grand Slam, a ex-atleta russa confirmou sua despedida em uma longa carta divulgada pela revista americana Vanity Fair. Ao longo dos últimos anos, Sharapova, que ocupava a posição de 373 do ranking da WTA, conviveu com uma série de lesões.

“Como você deixa para trás a única vida que você já conheceu? Como você se afasta das quadras em que treinou desde pequena, o jogo que você ama – um jogo que lhe trouxe lágrimas não contadas e alegrias inexplicáveis – um esporte em que você encontrou uma família, junto com fãs que se uniram atrás de você por mais de 28 anos?”, diz o trecho de abertura de sua carta.

“Minha fortaleza mental sempre foi minha arma mais forte. Mesmo que meu oponente fosse fisicamente mais forte, mais confiante – e até melhor – eu poderia perseverar. (…) Ao embarcar no próximo capítulo, quero que quem sonha em se destacar em qualquer coisa saiba que a dúvida e o julgamento são inevitáveis: você falhará centenas de vezes e o mundo o observará. Aceite isso. Confie em si mesmo. Eu prometo que você irá prevalecer.”, continua a atleta russa.

Sharapova também mandou um recado aos fãs nas redes sociais. “O tênis me mostrou o mundo – e me mostrou do que eu era feita. Foi assim que me testei e como medi meu crescimento. E assim, no que quer que eu possa escolher para o meu próximo capítulo, minha próxima montanha, ainda estarei me pressionando. Ainda vou subir. Eu ainda estarei crescendo. Tênis – estou me despedindo”, escreveu Sharapova, em suas redes sociais, na legenda de uma foto sua na infância, com uma raquete na mão.

Títulos, fama e lesões

Sharapova começou a jogar tênis aos três anos de idade, ao se mudar com a família para a cidade de Sochi. Aos seis, observada pela ex-campeã Martina Navratilova, foi convidada a treinar nos Estados Unidos, onde iniciou uma carreira de sucesso precoce. O primeiro título de Grand Slam veio em 2004, aos 17 anos, em Wimbledon.

Considerada uma tenista completa, também faturou o US Open de 2006, o Aberto da Austrália em 2008 e Roland Garros em 2012 e 2014. Talentosa, bela e carismática, chegou a ser a atleta mais bem paga do mundo, em 2010.

As lesões, porém, começaram a atormentá-la ainda aos 20 anos, em 2007 – foram mais de dez lesões graves no ombro, além de problemas de cotovelo, coxa e tornozelo. Em 2016, enfrentou o pior momento de sua carreira ao ser flagrada em um exame antidoping pelo uso de Meldonium. Acabou punida por 15 meses. Seu último jogo profissional aconteceu em janeiro deste ano: derrota para a americana Jennifer Brady na estreia do WTA de Brisbane, na Austrália.

Em Londres, a russa Maria Sharapova durante partida contra a inglesa Laura Robson, no torneio de tênis de Wimbledon
Em Londres, a russa Maria Sharapova durante partida contra a inglesa Laura Robson, no torneio de tênis de Wimbledon Clive Mason/Getty Images/VEJA
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