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STJD abre espaço para punições educativas no futebol

Por Leonardo Maia Rio – O temperamento explosivo rende muitos cartões e consequentes suspensões a Luis Fabiano. O atacante do São Paulo promete a cada gancho controlar as emoções, mas sempre é traído pelo sangue quente. Tanto melhor para ele que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pretende fazer virar rotina punições como a […]

Por Da Redação Atualizado em 8 out 2021, 19h24 - Publicado em 4 ago 2012, 16h05

Por Leonardo Maia

Rio – O temperamento explosivo rende muitos cartões e consequentes suspensões a Luis Fabiano. O atacante do São Paulo promete a cada gancho controlar as emoções, mas sempre é traído pelo sangue quente. Tanto melhor para ele que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pretende fazer virar rotina punições como a cumprida na última sexta-feira pelo jogador por causa de sua expulsão no jogo contra o Atlético-MG. Ele visitou uma das unidades da AACD na capital paulista e pagou parte da pena fazendo a alegria das crianças atendidas pela entidade – também foi suspenso por duas partidas em consequência daquele cartão vermelho.

Um dos defensores da mudança de filosofia do tribunal é o advogado Flávio Zveiter, que assumiu há duas semanas a presidência do SJTD. Aos 31 anos, ele é o mais jovem presidente da corte e, ao lado do vice-presidente Caio Rocha, da mesma idade, pretende implementar uma renovação na Justiça Desportiva. “Temos que avaliar a gravidade de cada infração. Mas pretendo empregar essa política”, disse o jovem Zveiter, membro da terceira geração de uma família de advogados de Niterói (RJ).

Flávio é filho de Luiz Zveiter, ex-presidente do SJTD, e atua com direito desportivo há 12 anos. Foi auditor do tribunal esportivo do futebol e ainda atua como auditor do SJTD do vôlei. O jovem advogado entende que penas socioeducativas têm dupla vantagem. Em primeiro lugar, evitam que os jogadores cumpram suspensões muito longas e, portanto, diminui o peso esportivo das decisões do tribunal no Campeonato Brasileiro.

“O papel do SJTD tem de ser o de coadjuvante no campeonato. O papel principal é de jogadores e técnicos. O tribunal não aparecer (nos jornais) é o que queremos”, destacou Zveiter, ressalvando que a Justiça Desportiva não vai deixar de tomar decisões duras quando julgar adequado. “Mas esperamos que isso não seja necessário”.

Um segundo ponto positivo é levar os atletas a praticar ações como a de Luis Fabiano na AACD. Ele cumpriu sua punição e, ao mesmo tempo, beneficiou outras pessoas. Além de ações como a do atacante do São Paulo, o tribunal pretende aplicar sanções como o pagamento de cestas básicas e a conversão de multas em doações para instituições de caridade.

Além disso, a esperança de Zveiter é que os jogadores compreendam que seus atos se refletem em crianças e jovens, que os têm como exemplo. “Sem dúvida nenhuma, esse é um aspecto muito importante. Eles são modelos, ídolos de muitas pessoas. Precisam tomar consciência de que suas atitudes têm repercussão”, ponderou o presidente, torcedor do Botafogo e que divide seu tempo entre os despachos e julgamentos no SJTD com a administração do escritório de advocacia da família.

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