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Seleção chega a BH com segurança extra e cenário tenso

Até ‘Neymarzetes’ foram hostilizadas por um pequeno grupo de manifestantes

Por Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte Atualizado em 7 out 2021, 10h02 - Publicado em 23 jun 2013, 21h07

As mensagens contra a Fifa se espalham por todo o trajeto entre o aeroporto e o centro – caminho que certamente será percorrido por funcionários da entidade e representantes dos patrocinadores do evento. Pelo menos dois grandes painéis da Coca-Cola nesse percurso foram destruídos

A seleção brasileira desembarcou na noite deste domingo em Belo Horizonte, palco da semifinal da Copa das Confederações, na tarde de quarta-feira, contra o Uruguai, no Mineirão – e apesar da chegada tranquila, sem nenhum susto para os atletas, a delegação notou rapidamente que a situação na capital mineira não era a mesma de sua última visita à cidade, há exatos dois meses, para um amistoso com o Chile. No caminho do ônibus da equipe até o local da concentração, o hotel Ouro Minas, era possível ver por todos os lados o saldo das manifestações violentas de sábado na cidade. No hotel, a seleção foi recebida por um grupo de algumas dezenas de tietes do craque Neymar. Mas nem mesmo as chamadas “Neymarzetes” escaparam do clima tenso provocado pela onda de protestos: um pequeno grupo de manifestantes que acompanhou a passagem do ônibus do Brasil provocaram as garotas, dizendo que elas deveriam estar gritando por mais saúde e educação, não por um jogador de futebol. O esquema de segurança que cercou a chegada da equipe à cidade foi reforçado: cerca de 150 agentes de segurança foram mobilizados. Os protestos coincidiram com todos os jogos da seleção no torneio, em Brasília, Fortaleza e Salvador, mas em nenhuma ocasião a equipe nacional foi hostilizada. Pelo contrário: na onda do patriotismo, o apoio ao time de Luiz Felipe Scolari ficou nitidamente maior. Ainda assim, é inegável que o contexto vivido pelos atletas na competição é muito mais tenso do que de costume.

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A Avenida Antônio Carlos, principal via de ligação entre o Mineirão, na Pampulha, e a região central da cidade, tem sinais de sobra da insatisfação dos manifestantes com o gasto de dinheiro público com a Copa. Além dos danos provocados pelos vândalos (nos pontos de ônibus e placas de sinalização, por exemplo), contam-se às dezenas as pichações com mensagens contra o Mundial, contra a Fifa, contra a presidente Dilma Rousseff e contra praticamente tudo. As mensagens contra a Fifa se espalham por todo o trajeto, que certamente será percorrido por funcionários da entidade e representantes dos patrocinadores do evento. O principal parceiro comercial da Copa, aliás, também foi alvo de hostilidades. Pelo menos dois grandes painéis da Coca-Cola no caminho entre o aeroporto e o centro foram destruídos. Existe enorme preocupação na cidade para o jogo de quarta, quando a polícia mineira prevê um cenário de guerra enquanto a seleção estiver decidindo a vaga na final do torneio. Se despachar o Uruguai na semi, o Brasil segue na quinta-feira rumo ao Rio de Janeiro, também palco de grandes manifestações, para a decisão de domingo. Se for derrotada, retorna a Salvador, mais uma das capitais onde ocorreram confrontos nas ruas, para a disputa do terceiro lugar.

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