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Segredo do craque Messi está no cérebro, e não nos pés

Pesquisa diz que atividade cerebral mais intensa pode beneficiar o jogador

Por Da Redação Atualizado em 7 out 2021, 20h47 - Publicado em 5 fev 2013, 07h39

Os cientistas acham que é possível treinar um jogador para melhorar sua atividade cerebral e conseguir se antecipar aos movimentos de um rival

Um estudo revelou a explicação para a precisão dos passes e dribles do craque Lionel Messi, do Barcelona, quatro vezes eleito o melhor jogador do mundo. De acordo com os pesquisadores, o cérebro do argentino é mais ativo que o dos outros jogadores. Os cientistas responsáveis pelo estudo, ligados à universidade britânica de Brunel, explicam que, ao se aproximar de um rival, o jogador de alto nível é capaz de ativar mais áreas em seu cérebro do que os jogadores mais inexperientes, o que lhe permite executar os movimentos com maior índice de sucesso. A pesquisa, publicada no Journal of Sport and Exercise Psychology, conclui que os jogadores mais experientes e talentosos conseguem controlar melhor suas reações instintivas, o que faz com que eles se tornem menos suscetíveis a cair nos truques dos adversários.

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Os pesquisadores analisaram 39 jogadores de futebol, de principiantes a semiprofissionais, que foram submetidos a um exame de ressonância magnética no cérebro quando viam imagens de um jovem jogador correndo para cima deles com a bola. Em algumas ocasiões, o jogador virtual tentava um drible e os participantes tinham que decidir que direção tomar para evitar que o adversário passasse por eles. Os resultados demonstraram que os jogadores com mais experiência estavam em maior harmonia com as ações e movimentos do oponente do que os novatos. “Nossos dados mostram claramente uma atividade cerebral mais intensa nos jogadores de futebol experientes em comparação com os novatos”, explicou Daniel Bishop, um dos autores do estudo.

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Messi, portanto, deve seu sucesso à rapidez com que seu cérebro reage a cada situação – e à atividade intensa que permite a ele decidir, antes que qualquer outro, como se livrar de um marcador. Bishop afirma que a pesquisa abre caminho para que os jogadores do futuro sejam treinados não só para chutar, driblar e passar a bola, mas também para condicionar o cérebro a oferecer reações mais rápidas. “Esse maior nível de atividade dos neurônios é algo que pode ser desenvolvido através de um treinamento de alta qualidade”, garante o cientista. “O próximo passo será descobrir como treinar o cérebro para se antecipar aos movimentos de um rival.”

(Com agência France-Presse)

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