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São Paulo sofre de novo, mas avança na Sul-Americana

Time foi derrotado pelo Emelec por 3 a 2, mas passou para a semifinal por causa da vitória por dois gols de diferença no Morumbi, no jogo de ida

Por Da Redação Atualizado em 6 out 2021, 11h17 - Publicado em 5 nov 2014, 23h16

Com o mesmo roteiro de sustos, cansaço e sofrimento, o São Paulo foi derrotado pelo Emelec, por 3 a 2, na noite desta quarta-feira. Mas, como aconteceu no jogo de ida, saiu de campo feliz. O placar negativo não foi suficiente para reverter a vitória dos brasileiros na semana passada (4 a 2) e o time paulista garantiu a vaga na semifinal da Copa Sul-Americana após suportar pressão da diretoria e da torcida equatoriana presente no Estádio George Capwell.

O resultado trouxe alívio aos torcedores dada as circunstâncias da partida disputada em Guayaquil. Jogando por um empate ou até por uma derrota por um gol de diferença, o São Paulo foi vazado logo aos 18 segundos de jogo. E depois enfrentou a pressão dos anfitriões, empurrados pelas arquibancadas – Bolaños foi o grande destaque da partida, com três gols.

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Nem mesmo depois de virar o placar, ainda no primeiro tempo, a equipe visitante teve sossego. Sofreu dois gols de pênalti em apenas quatro minutos no começo da segunda etapa e aguentou a pressão até os instantes finais da partida – um novo gol dos equatorianos levaria o duelo para as penalidades. Agora, o São Paulo enfrenta o Atlético Nacional, de Medellín, na semifinal.

O jogo – Depois do susto levado no jogo de ida e de toda a pressão realizada pela torcida e pelo próprio Emelec (os visitantes foram impedidos de treinar na terça), tudo o que o São Paulo queria evitar nesta quarta era um novo revés no começo da partida. Assim, o gol de Bolaños 18 segundos após o apito inicial não ajudaram em nada no lado emocional do time brasileiro.

Abalado, o São Paulo cometia erros em série e só via jogar o Emelec, que quase ampliou a vantagem aos 18, em belo chute de Giménez, rente ao travessão. Os brasileiros só se recuperaram do baque a partir dos 20 minutos. Pouco a pouco cadenciou o jogo e assumiu o controle das ações.

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A recuperação se refletiu no gol de empate aos 28. Após levantamento na área, Paulo Miranda escorou de cabeça e Alan Kardec bateu de primeira direto para as redes. A essa altura, o São Paulo já jogava melhor e envolvia o Emelec em boas trocas de passe, como a que gerou o gol da virada, aos 39.

Em boa trama pela direita, Michel Bastos acionou Souza, que cruzou rasteiro quase na linha de fundo para Kaká. O meia girou bonito dentro da área e deu passe açucarado para Ganso só empurrar para as redes. O São Paulo crescia em campo, enquanto o rival equatoriano precisava agora marcar três gols para avançar na competição.

Parecia, enfim, que os brasileiros haviam consumado o triunfo e a classificação. Mas junto com o segundo tempo veio novo susto. Sem maior brilho dentro de campo, o Emelec contava com a catimba e a pressão da torcida no caldeirão do Estádio George Capwell – Rogério Ceni reclamou mais de uma vez de raios laser apontados contra seu rosto, sem sucesso – para tentar reverter a situação.

E, em apenas quatro minutos, virou o placar, contando com a ajuda da defesa são-paulina. Foram dois gols de pênalti em sequência, gerados por uma falta de Paulo Miranda dentro da área e um toque de mão na bola de Alvaro Pereira, em carrinho imprudente. Na primeira cobrança, Rogério Ceni chegou a desviar, mas não evitou o gol, aos 3. Quatro minutos depois, o mesmo Bolaños não deu chances e bateu no canto oposto ao do goleiro brasileiro.

Com o terceiro gol de Bolaños, o Emelec ressurgiu novamente. Da derrota em casa, o time equatoriano agora só precisava de mais um gol para levar o confronto para os pênaltis. E, diante de um São Paulo acuado novamente, os anfitriões foram para cima e quase marcaram aos 18, 26 e aos 32 minutos. A falta de pontaria e o goleiro são-paulino evitaram o quarto gol.

Enquanto o Emelec tentava colocar fogo na partida novamente, o São Paulo queria reduzir o ritmo. Os jogadores não escondiam o cansaço e mal conseguiam chegar ao ataque. Quando o faziam, tentavam segurar a bola longe da defesa. Nem mesmo as entradas de Osvaldo e Ademilson nas vagas de Kaká e Alvaro Pereira deram novo gás aos visitantes.

Do outro lado, o Emelec continuava ameaçando o gol de Rogério Ceni. Aos 38, Giménez aproveitou vacilada de Hudson e encheu o pé dentro da área. A bola explodiu no travessão e os jogadores do São Paulo seguraram a respiração. Só se mostraram aliviados com o apito final do juiz.

(Com Estadão Conteúdo)

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