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São Paulo encara clima hostil antes de decisão no Equador

Partida desta quarta vale vaga na semifinal na Copa Sul-Americana. Delegação brasileira foi proibida de treinar no palco do jogo, o que irritou o técnico Muricy

Por Da Redação Atualizado em 6 out 2021, 11h19 - Publicado em 5 nov 2014, 09h46

“Isso é um absurdo. Eles acham que é uma guerra, mas não é”, disse Muricy ao ser proibido de treinar no campo do jogo

O São Paulo está com a vantagem no confronto, mas deverá enfrentar uma série de adversidades nesta quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), fora de casa, contra o equatoriano Emelec, partida que vale uma vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana. Depois de vencer por 4 a 2 na semana passada, no Morumbi, o único brasileiro que continua na briga pelo título pode até perder por um gol de diferença, mas promete jogar no ataque para ampliar a vantagem e evitar uma surpresa desagradável. O time já percebeu, porém, que enfrentará um cenário hostil: na véspera da partida, o Emelec impediu que a delegação brasileira treinasse no gramado do estádio George Capwell, em Guayaquil, palco do jogo.

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A delegação do São Paulo foi pega de surpresa pela decisão dos anfitriões, que disseram que os jogadores brasileiros não poderiam calçar suas chuteiras e bater bola no gramado – só poderiam caminhar de tênis pelo campo. O técnico Muricy Ramalho se revoltou e levou o time de volta ao hotel. “Isso é um absurdo. Eles acham que é uma guerra, mas não é”, reclamou o treinador. A equipe, que já tinha enfrentado uma viagem cansativa até o Equador – foram quinze horas em aviões, salas de espera de aeroportos e ônibus -, retornou à concentração no início da noite, depois de apenas observar o gramado. Na véspera do jogo de ida, o São Paulo ofereceu o Morumbi para o treino dos equatorianos, mas eles não quiseram: foram treinar no Canindé e no CT do Palmeiras.

Pelo que já se viu do Emelec no Morumbi, a partida será de muita intensidade física e jogadas ríspidas. Vários são-paulinos saíram de campo com hematomas e arranhões – Kaká, por exemplo, está até agora com um olho roxo por causa de uma pancada. “Esperamos um jogo complicado, difícil, duro”, disse Michel Bastos, autor de um dos gols na vitória da semana passada e provável titular nesta quarta. O São Paulo precisará também enfrentar a fadiga do grupo na reta final da temporada. A equipe tem o retorno de Denilson, que estava suspenso. Ele entrará na vaga de Maicon, que se machucou no fim de semana. Kaká deverá jogar mais adiantado, encostando em Alan Kardec no ataque e abrindo espaço para Michel Bastos, que está em bom momento, na armação.

Antonio Carlos, autor do quarto gol do São Paulo contra o Emelec
Antonio Carlos, autor do quarto gol do São Paulo contra o Emelec VEJA

(Com agência Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

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