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Privatização do Maracanã pode ser cancelada, diz Cabral

Governador do Rio anunciou nesta sexta que desistiu de demolir o estádio de atletismo Célio de Barros

Por Da Redação Atualizado em 7 out 2021, 05h04 - Publicado em 2 ago 2013, 11h58

Acossado pelos protestos que não cessam no Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral indicou, nesta sexta-feira, que pode cancelar a privatização do Maracanã. Em entrevista concedida no Palácio Guanabara, o peemedebista anunciou que o estádio de atletismo Célio de Barros, localizado no Complexo do Maracanã, não será mais demolido – ao contrário do que previa o processo de privatização do estádio. Na última segunda-feira, Cabral tomou a mesma decisão com relação ao Parque Aquático Julio Delamare, que também fica na área do estádio.

“A concessão está em suspenso”, disse o governador. “Você estabelece normas, regras, publica um edital. E muda-se tudo. Havia uma disputa com algumas características e isso mudou. Então entra aí o aspecto jurídico, não só o econômico-financeiro”, continuou Cabral. Desde a segunda-feira, quando fez um apelo aos manifestantes pelo fim dos protestos em sua rua, no Leblon, o governador parece empenhado em uma mudança de imagem diante da população do Rio – ajudado, também, por uma nova estratégia de comunicação, como revelou a coluna Radar On-Line.

Ao lado dele, o presidente do Consórcio Maracanã S.A., João Borba pediu vinte dias para que o grupo analise a nova situação criada com a permanência dos dois equipamentos esportivos. Indagado sobre a possibilidade de o contrato com o governo ser suspenso, ele respondeu: “Não tenho a menor ideia”. Antes, Borba deu a entender que a privatização está mesmo sob sério risco. “Vamos verificar agora para ver se é possível somente o estádio mostrar resultados”, declarou.

Borba acrescentou que havia um plano de negócios ainda em elaboração muito voltado para a construção de lojas, restaurantes, um museu do esporte e estacionamento exatamente nos locais onde seriam demolidos o parque aquático e o estádio de atletismo. Ele disse que não sabe se o consórcio vai se satisfazer apenas com a arrecadação proveniente da bilheteria dos jogos de futebol. “Essas receitas acessórias de visitação, restaurantes, lojas, etc. são muito fundamentais”, afirmou o presidente do consórcio.

Além de Cabral e Borba participaram da entrevista outras autoridades, como o presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta.

(Com Estadão Conteúdo)

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