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Para italiano, os protestos não preocupam. Já Balotelli…

Cesare Prandelli considera naturais e previsíveis as manifestações nas ruas brasileiras – ao contrário das atitudes de seu jovem e mercurial goleador

Por Celso de Campos Jr., do Recife Atualizado em 7 out 2021, 10h15 - Publicado em 18 jun 2013, 20h34

Vimos imagens de jovens e estudantes manifestando civilizadamente seus desejos, como na Europa. É algo natural”, afirmou o técnico

Protestos populares tomando as ruas brasileiras? Bobagem. A preocupação de Cesare Prandelli, técnico da seleção italiana, é com outra força indomável: o atacante Mario Balotelli. Nesta quarta-feira, em Recife, o comandante da Azzurra revelou, ainda que espirituosamente, sua apreensão com a imprevisibilidade do jovem astro. “Falar de Mario é difícil, nunca se sabe o que ele vai fazer. Ele pode mudar de uma hora para outra”, disparou, sorrindo, para em seguida elogiar a evolução do atleta, que decidiu a partida contra o México, no Maracanã. “Ele se reuniu com um grupo que já ganhou muito e que o abraçou. Procuramos criar as condições para que ele possa chegar ao máximo, e é esse caminho que ele está percorrendo.”

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Em entrevista antes do reconhecimento do gramado da Arena Pernambuco, às vésperas do duelo com o Japão – programado para esta quarta, às 19 horas (de Brasília), Prandelli mostrou também estar atento às manifestações que acontecem por todo o país. E revelou não estar nem um pouco assustado com elas. “Vimos imagens de jovens e estudantes manifestando civilizadamente seus desejos, como na Europa. É algo natural”, afirmou. “Agora, é preciso saber escutar e dialogar. Os problemas precisam ser resolvidos por meio do diálogo.” Uma bela dica para as autoridades brasileiras – afinal, depois de lidar com os arroubos de seu temperamental goleador, Prandelli virou mestre no assunto.

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