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Olimpíada de Tóquio: vão-se os anéis, ficam os dedos

Os japoneses rejeitam o torneio, mas há algo que o faz inadiável: os prejuízos para o Comitê Olímpico Internacional

Por Fábio Altman Atualizado em 23 set 2021, 19h08 - Publicado em 25 jun 2021, 06h00

A um mês da cerimônia de abertura da Olimpíada de Tóquio, que seria realizada no ano passado e foi adiada por causa da pandemia, agora, sim, é possível afirmar que ela acontecerá. Vão-se os anéis, mas ficam os dedos, é o que se pode dizer dos Jogos. O Japão tem números de Covid-19 relativamente baixos, comparados ao Brasil e aos Estados Unidos, por exemplo. São 780 000 casos e 14 000 mortes. A vacinação, no entanto, ainda patina. Somente 8% da população foi duplamente vacinada (no Brasil, o índice é de 12%). E, no entanto, atrelados a rígidos controles de testagem, distanciamento social e uso de máscaras, os organizadores locais decidiram autorizar a entrada de pessoas nos ginásios e estádios, limitados a 10 000 e com no máximo 50% da ocupação — estrangeiros foram barrados. As fan zones foram canceladas e convertidas em centros de imunização. Na Vila Olímpica, de onde os atletas deverão ir embora em até 48 horas depois de entrar em quadra, pista e piscina, uma tradição foi cancelada: a distribuição de 150 000 preservativos, de modo a evitar o corpo a corpo desnecessário em tempo de vírus. Os japoneses rejeitam o torneio (em algumas pesquisas a contrariedade chega a 70%), mas há algo que o faz inadiável. Se os Jogos fossem cancelados, o Comitê Olímpico Internacional teria de devolver 4 bilhões de dólares pagos em direitos de transmissão — o equivalente a 73% da receita da entidade. Enfim, como diria o barão Pierre de Coubertin, o importante é competir.

Publicado em VEJA de 30 de junho de 2021, edição nº 2744

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