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Ney Franco admite turbulência, mas minimiza revolta da torcida

Em dois jogos no comando do São Paulo, o técnico Ney Franco já observa sinais de uma crise. Depois da derrota desta quarta-feira para o Vasco, a torcida que compareceu ao Morumbi não perdoou alguns integrantes do elenco e disparou principalmente contra o presidente Juvenal Juvêncio. Para o treinador, a reação faz parte da realidade […]

Por Da Redação 19 jul 2012, 01h08

Em dois jogos no comando do São Paulo, o técnico Ney Franco já observa sinais de uma crise. Depois da derrota desta quarta-feira para o Vasco, a torcida que compareceu ao Morumbi não perdoou alguns integrantes do elenco e disparou principalmente contra o presidente Juvenal Juvêncio. Para o treinador, a reação faz parte da realidade do futebol e das cobranças normais em clubes grandes de futebol.

‘Futebol é resultado, o torcedor está acostumado com uma equipe que vem a campo para ganhar, em busca de títulos. Nesse momento de turbulência em função dos jogos, hoje jogamos muito abaixo da crítica’, comentou o comandante, em entrevista coletiva.

Mesmo concordando com o péssimo desempenho do time, Ney Franco já iniciou um trabalho para evitar o abatimento. Nos vestiários do Morumbi, teve uma conversa com os atletas. ‘Temos de entender isso, absorver, servir como autocrítica e não servir para jogar o elenco para baixo. A gente sabe que, no momento que jogarmos bem, ganhar em casa, os torcedores vão aplaudir, gritar o nome dos jogadores, o que vai mudar isso é o desempenho em campo. Não existe outra maneira de mudar o comportamento da torcida’, disse.

O maior questionamento ao trabalho de Ney Franco nesta quarta-feira esteve na escalação de dois volantes sem grande bagagem. Rodrigo Caio e João Felipe Schmidt tiveram a ingrata missão de duelar com os experientes Wendel e Juninho Pernambucano. Os jovens foram totalmente envolvidos.

Por isso, João Felipe Schmidt acabou substituído no intervalo. Para Rodrigo Caio, o destino reservou algo pior: uma expulsão infantil, em função de um toque de mão na bola. Ney Franco rejeitou citar os dois volantes como os responsáveis pelo resultado negativo.

‘Eu concordo ao falar da experiência dos atletas do Vasco, mas também temos nomes experientes. O Vasco foi superior, nossa equipe jogou muito mal novamente e não foi por causa dos dois volantes. O Rodrigo Caio já tinha feito bons jogos e hoje entrou o João, que a gente sabia que é um jogador que estava um pouco sem ritmo. Eu não falo que corremos riscos, acho que eles eram as melhores opções que tínhamos para esse jogo’, avisou o técnico, que assegurou ter recebido um pedido de desculpas de Rodrigo Caio pelo cartão vermelho. ‘A expulsão foi pela inexperiência. Ele está muito frustrado com o que aconteceu, pediu desculpas ao grupo, espero que possa aprender com o erro’, emendou.

Dono de um tom de voz tranquilo, Ney Franco não perdeu a compostura nem com a insistência de uma pergunta de um jornalista mais experiente em relação às ausências de Casemiro e Maicon da partida. ‘Nada contra ninguém, outros também estavam bem para entrar. Respeito a posição do senhor, gostaria que respeitasse a minha’, finalizou o educado comandante são-paulino.

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