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Marin quer pagar fiança milionária para ter liberdade condicional

Cartola de 83 anos tenta convencer a Justiça suíça que não fugirá do país enquanto aguarda julgamento sobre extradição para os Estados Unidos

Por Da Redação Atualizado em 29 set 2021, 19h55 - Publicado em 9 jun 2015, 11h20

O ex-presidente da CBF José Maria Marin e os demais dirigentes presos em Zurique negociam o pagamento de uma fiança milionária na esperança de convencer a Justiça Suíça a deixá-los aguardar uma eventual extradição para os Estados Unidos em liberdade condicional. Os sete cartolas foram presos no dia 27 de maio a pedido da Justiça americana, durante o 65º Congresso da Fifa. O governo dos Estados Unidos tem até o dia 3 de julho para fazer o pedido oficial de extradição. Marin será solto caso nada seja entregue até esta data.

A decisão sobre o pagamento de fiança e liberação dos dirigentes será tomada nos próximos dias pelo Tribunal Penal Federal. O maior obstáculo é que os presos não têm propriedades na Suíça e, por isso, não teriam como dar garantias de que não deixariam o país. “Existe o risco de fuga”, disse a assessoria de imprensa da Polícia, que considera pequena a chance de a liberdade condicional ser concedida.

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Nos bastidores, porém, os advogados dos envolvidos buscam uma outra saída. A ideia é fazer um depósito milionário que represente uma garantia de que os suspeitos não fugirão. O dinheiro ficaria congelado em uma conta controlada pela Justiça na Suíça. Os valores não foram revelados. “A liberação sob caução ou outra condição não está excluída. Mas raramente é concedida. De fato, em alguns casos, mesmo cauções muito elevadas e outras medidas de garantia, como a obrigação de se apresentar e o depósito de documentos de identidade, não impediram que pessoas buscadas pudessem escapar”, informou o Departamento de Justiça da Suíça.

No recurso, os advogados apresentam dois outros fatores para justificar a liberação de Marin: seu estado de saúde e sua idade avançada (83 anos). Para o sistema judiciário suíço, porém, essas condições não necessariamente seriam fatores para autorizar uma liberdade condicional. Em caso de problemas médicos, o Departamento de Justiça indica que Marin pode ser examinado por um médico a seu pedido ou sob a ordem da direção da prisão. “

Política – Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, José Maria Marin deve receber ajuda de dois advogados contratados por Campos Machado, presidente do PTB-SP, partido do qual o cartola é filiado. Marin já vem sendo amparado pelo advogado Georg Friedli, especialista em cooperação internacional e lavagem de dinheiro, contratado pela Conmebol para auxiliar todos os cartolas sul-americanos presos. No entanto, os advogados que serão bancados pelos amigos de Marin devem embarcar à Europa nesta quarta.

(com Estadão Conteúdo)

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