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Lusa é superior e aproveita chances para afundar Figueira na tabela

Os problemas do ataque da Portuguesa parecem ter se resolvido neste sábado. Com a estreia do centroavante Bruno Mineiro entre os titulares, o técnico Geninho conseguiu organizar o seu sistema ofensivo e viu sua equipe aproveitar as chances para sair de campo com uma vitória por 2 a 0 sobre o Figueirense, no Canindé. O […]

Por Da Redação Atualizado em 8 out 2021, 17h09 - Publicado em 4 ago 2012, 22h58

Os problemas do ataque da Portuguesa parecem ter se resolvido neste sábado. Com a estreia do centroavante Bruno Mineiro entre os titulares, o técnico Geninho conseguiu organizar o seu sistema ofensivo e viu sua equipe aproveitar as chances para sair de campo com uma vitória por 2 a 0 sobre o Figueirense, no Canindé. O resultado livra a equipe lusitana do iminente perigo da zona do rebaixamento e mantém os catarinenses na lanterna do Campeonato Brasileiro.

Se Bruno Mineiro e Ananias cumpriram bem com os seus papeis e conseguiram anotar os gols que sua equipe tanto precisava, o uruguaio Loco Abreu não contou com a mesma sorte e saiu de campo sem ter conseguido concluir uma vez ao gol defendido por Dida. A situação dos catarinenses se torna ainda pior com a pressão exercida por seu torcedor, uma vez que vários adeptos deixaram o estádio xingando o técnico Hélio dos Anjos de ‘burro&rsquo

Alheia as problemas enfrentados pelo Figueirense, a Portuguesa voltará a campo na próxima quarta-feira, em Salvador. Com 16 pontos conquistados até aqui, o time viajará até a cidade para enfrentar o Bahia, em partida válida pela 15rodada do Brasileiro. No mesmo dia, o Figueirense terá a missão de encarar o Flamengo, em Florianópolis. Com apenas oito pontos, o time precisará ignorar a pressão de sua torcida no Orlando Scarpelli para se livrar do jejum de vitórias e se reabilitar na competição.

O Jogo -A Portuguesa teve um início de jogo animador, mas não conseguiu manter o ritmo nos minutos que se seguiram e irritou os poucos torcedores que compareceram ao Canindé na noite deste sábado. Logo após o apito inicial do árbitro Sandro Meira Ricci, a Lusa manteve a pressão na intermediária e conseguiu dominar o meio-campo com tranquilidade. A posse de bola superior, entretanto, não conseguiu ser convertida em chances de abrir o marcador.

Em uma das únicas jogadas de perigo do primeiro tempo de jogo, a Portuguesa chegou ao ataque pelo lado direito e assustou o goleiro Ricardo. Aos oito minutos, Moisés tabelou com Ananias e invadiu o lado esquerdo livre de marcação. O atleta tentou encobrir o arqueiro adversário, mas Doriva apareceu no lance e chutou para fora.

O Figueirense tentou responder aos 12 minutos, quando o jovem Guilherme Lazaroni puxou contra-ataque fulminante. O meia prendeu a bola no meio-campo e tocou para Caio, que aparecia livre de marcação. Ao ficar cara a cara com Dida, o camisa 7 foi flagrado em impedimento e se revoltou com a marcação do bandeira.

Com a bola em seus pés, a Portuguesa não se abalou com o pequeno susto tomado e continuou dando trabalho para os zagueiros Anderson Conceição e Fred. Aos 15 minutos, Héverton deu grande passe para Luís Ricardo e deixou o lateral em condições de invadir a área pela direita. O jogador tentou o chute para o gol e um desvio no meio do caminho fez com que a finalização acertasse a rede pelo lado de fora.

O aparente domínio lusitano começou a empolgar o torcedor nas arquibancadas, mas se transformou em frustração com o desenrolar da etapa inicial. O time passou a errar muitos passes no comando de ataque e facilitou a vida dos defensores adversários. Sem se encontrar no jogo, o experiente Marcelo Cordeiro falhava na hora de cruzar para a área, enquanto Moisés e Ananias não faziam jus à confiança depositada por Geninho.

Pelo lado do Figueirense, o uruguaio Loco Abreu tentava organizar o seu time e reclamava a cada lançamento errado para dentro da área. Sem receber uma bola sequer para alterar o panorama do jogo, o centroavante viu o estreante Bruno Mineiro ajeitar para Moisés, aos 26 minutos. O armador chegou livre na entrada da área e chutou sem qualquer direção.

A dificuldade em tocar a bola fez com que a Portuguesa levasse perigo em um chute de muito longe. Quando o marcador apontava 31 minutos, Léo Silva dominou na intermediária e soltou a bomba. O tiro passou rente ao ângulo esquerdo do goleiro Ricardo e explodiu nas placas de publicidade localizadas atrás do gol.

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A jogada fez com que a Lusa empolgasse novamente e buscasse os toques rápidos na entrada da área. Aos 36 minutos, Héverton recebeu de Moisés e tentou o passe para Ananias dentro da área. Firme no lance, a zaga afastou o perigo e puxou o contra-ataque para o Figueirense. No entanto, Pittoni não conseguiu encontrar Loco Abreu dentro da área e gerou novas reclamações do uruguaio.

Nos últimos minutos da etapa inicial, o Figueirense ainda tentou imprimir um novo ritmo ao confronto, mas não assustou Dida em nenhum momento. Os jogadores não se cansaram de cruzar bolas para a linha de fundo e, quando tiveram a oportunidade de arriscar para o gol, isolaram para as arquibancadas do Canindé. O volante Túlio, aos 41, chutou muito por cima da meta adversária, enquanto Lazaroni desperdiçou o contra-ataque ao finalizar rasteiro para fora, aos 44.

Assim como no início do jogo, a Portuguesa voltou do intervalo bem e conseguiu mandar nos minutos iniciais. Logo na primeira jogada, Doriva recuou de forma atrapalhada para Ricardo. O goleiro catarinense saiu de qualquer jeito de sua meta e chutou em cima de Bruno Mineiro para ganhar o tiro de meta. Já aos quatro, Ananias aproveitou a sobra em cobrança de escanteio e driblou a marcação antes de encher o pé no lado de fora das redes alvinegras.

Melhor em campo, a Lusa não tardou para chegar ao primeiro gol. Após ter um ataque interrompido por um impedimento inexiste, o time conseguiu uma falta em cima de Luís Ricardo na entrada da área. Na cobrança, Marcelo Cordeiro chutou no meio do gol e Ricardo deu rebote para frente. Livre de marcação, o estreante Bruno Mineiro apareceu de surpresa e empurrou para o fundo das redes, aos oito minutos da etapa complementar.

O gol incendiou o Canindé e mandou toda a equipe rubro-verde para o ataque. Os donos da casa não deram sossego para seus adversários e ameaçaram aos 11 minutos. O goleiro Ricardo saiu jogando muito mal e Marcelo Cordeiro tentou o chute de primeira. A bola encobriria o camisa 1 do Figueira, mas sua recuperação no lance impediu o segundo da Lusa.

Em seguida, Loco Abreu perdeu a bola em posição perigosa e deixou Léo Silva em condições de arriscar. O volante pegou bem na bola e tirou tinta da trave defendida por Ricardo. O arqueiro ainda levaria outro susto aos 17 minutos. Marcelo Cordeiro concluiu dentro da área e superou o arqueiro. A bola caminhava para o fundo das redes quando Anderson Conceição apareceu e evitou o gol.

Com as chances desperdiçadas na frente, a Portuguesa viu o Figueirense crescer a partir dos 20 minutos e exigir duas grandes intervenções de Dida. Aos 18 minutos, o goleiro pulou em passe cruzado e evitou que a bola chegasse nos pés de Loco Abreu. No lance seguinte, Aloísio aparece sozinho dentro da área e chutou à queima roupa. O arqueiro esticou o braço e buscou a bola para evitar o empate no Canindé.

As chances criadas pelas duas equipes exigiram mudanças táticas pelo lado da Portuguesa. Boquita entrou no lugar de Héverton para reforçar a marcação, enquanto Hélio dos Anjos se desesperava na tentativa de organizar seu time. Os gritos do treinador, contudo, foram em vão. Aos 24, Guilherme foi precipitado em um lance e recebeu o vermelho direto depois de chutar Ananias no meio-campo.

A superioridade numérida que os rubro-verdes passaram a sustentar serviu apenas para que o time administrasse o resultado. Satisfeitos com o gol marcado na segunda etapa, os paulistas se fecharam e impediram que o Figueirense chegasse com perigo. Julio César ainda tentou igualar o marcador em cobrança de falta, aos 35, mas isolou.

Sem sofrer com os perigos na frente, a Portuguesa se reorganizou em campo e contou com a condição física debilitada do goleiro Ricardo para concretizar a sua vitória. Após novo erro de Loco Abreu, o meia Moisés conseguiu encontrar Ananias no comando do ataque e assistiu o seu companehrio de ataque limpar a marcação e bater firme para anotar o segundo. O tiro da entrada da área foi indefensável para Ricardo e garantiu os três pontos para a Lusa.

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