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Itália supera Uruguai nos pênaltis e fica em terceiro lugar

Depois de empate por 2 a 2 com a bola rolando e de três defesas de Buffon nas cobranças decisivas, a Azzura festejou o bronze em uma partida empolgante

Por Kalleo Coura Atualizado em 7 out 2021, 09h39 - Publicado em 30 jun 2013, 16h14

Na prorrogação, os dois times diminuíram o ritmo e pareciam se contentar com o empate e a consequente decisão por pênaltis. Melhor para a Itália, que venceu a disputa graças a uma atuação impecável de Gianluigi Buffon

Numa partida que tinha tudo para ser morna, a Itália venceu o Uruguai na disputa por pênaltis, por 3 a 2, e conquistou o terceiro lugar da Copa das Confederações. Além de ser uma decisão entre os derrotados da semifinal, o que já costuma desanimar as equipes, os atletas jogaram sob forte calor e acumulavam o cansaço do final de temporada europeia – desgaste que para os italianos foi ainda mais intenso por causa da disputa da prorrogação e dos pênaltis na última partida contra a Espanha. Contrariando as expectativas, o torcedor que compareceu à Fonte Nova assistiu a um jogo eletrizante, com ótimos lances de lado a lado. No tempo regulamentar, a partida terminou em 2 a 2 e permaneceu assim até o final da prorrogação. Nos pênaltis, a experiência do veterano Gianluigi Buffon, um dos melhores goleiros do mundo, fez a diferença. Buffon defendeu as cobranças de Diego Forlán, Martin Cáceres e Walter Gargano e garantiu um lugar no pódio para os italianos.

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Os personagens

  • O matador Edinson Cavani

    O atacante uruguaio foi o melhor jogador em campo. Apareceu livre para, com classe, fazer o primeiro gol de sua equipe. Depois, acertou uma bela cobrança de falta para empatar a partida

  • O azarado Fernando Muslera

    O goleiro saiu de forma esquisita na cobrança de falta de Diamanti e, depois de a bola bater na trave direita e em suas costas, só teve tempo de se virar para assistir ao primeiro gol italiano

  • A muralha Gianluigi Buffon

    Do outro lado do campo, o veterano italiano estava mais do que atento às boas triangulações entre Cavani e Suaréz. Fez boas defesas e foi decisivo na disputa por pênaltis ao pegar três cobranças

» Confira os números de todos os jogadores

O segundo tempo foi tão emocionante quanto o primeiro. Aos doze minutos, num rápido contra-ataque, Cavani, livre na entrada direita da área, recebeu um ótimo passe de Gargano e, com calma, empatou a partida depois de rolar a bola no canto direito de Gianluigi Buffon. A partir dos 15 minutos, o cansaço começou a se sobressair ao preparo físico. A maior parte das bolas lançadas em profundidade já não era alcançada e os lances mais importantes saíram de bolas paradas. Uma exceção foi aos 22 minutos, quando o veterano Gianluigi Buffon teve de mostrar porque ainda é um dos melhores goleiros do mundo. Diego Forlán chutou na entrada da área do lado direito para excelente defesa de Buffon, que, no rebote, salvou com a ponta do pé esquerdo um segundo chute de Forlán.

A Itália voltou a ficar na frente do placar aos 28 minutos, quando o atacante Alessandro Diamanti acertou uma linda cobrança de falta no canto esquerdo de Muslera. O goleiro, que passou o jogo tentando se redimir de sua falha, se esticou, mas não conseguiu chegar na bola. Para a alegria da torcida uruguaia, a superioridade italiana durou apenas cinco minutos. Também numa cobrança de falta, Cavani chutou colocado no alto, entre o meio e o canto direito do gol. O goleiro Buffon chegou a encostar as pontas do dedo na bola, mas não conseguiu evitar que ela cruzasse a linha. Na prorrogação, os dois times diminuíram o ritmo e pareciam se contentar com o empate e a consequente decisão por pênaltis. Melhor para a Itália, que venceu a disputa por 3 a 2, graças a uma atuação impecável de Gianluigi Buffon, e bom também para os 43.382 torcedores que compareceram à Fonte Nova e que assistiram a uma emocionante disputa.

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