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Isaquias Queiroz e Jacky Godmann ficam fora do pódio na canoagem

Dupla brasileira terminou na quarta colocação da categoria C2 1000 metros. Ouro ficou com a dupla de Cuba

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 18h12 - Publicado em 3 ago 2021, 00h07

O plano de Isaquias Queiroz de melhorar seus resultados na Olímpíada de Tóquio foi frustrado na madrugada desta terça-feira, 3, em sua estreia nos Jogos de Tóquio Ao lado do parceiro Jacky Godmann, ele terminou categoria na quarta colocação da categoria C2 1000 metros da canoagem de velocidade no canal Sea Forest, na capital japonesa.

A medalha de ouro ficou com os cubanos Serguey Torres Madrigal e Fernando Jorge Enriquez, com o tempo de 3min24s995. A prata ficou com os chineses Hao Liu e Pengfei Zheng e o bronze com os alemães Sebastian Brendel e Tim Hecker.

Isaquias, de 27 anos, e Jacky Godmann (22) são ambos naturais de Ubaitaba (BA) e treinam em Lagoa Santa (MG). O atleta mais jovem vem de uma família de canoístas: sua tia é Valdenice Conceição, medalhista de bronze no Pan-Americano de Toronto 2015, e seu tio Vilson Conceição do Nascimento, prata no Pan do Rio-2007. Ele foi convocado como parceiro de Isaquias para substituir Erlon de Souza, que sofreu uma lesão no quadril e foi cortado. 

Com o resultado, Isaquias passou perto de sua quarta medalha olímpica. Na Rio-2016, ele faturou a prata nas categorias C1 1000 e C2 1000, o bronze na extinta C1 200, além de títulos em Mundiais e mais três ouros e uma prata nos Pans de Lima-2019 e Toronto-2015. Ele ainda terá uma chance de buscar o ouro que lhe escapou no Rio, pois é um principais candidatos à medalha na prova individual, C1 1000m, a partir da próxima quinta-feira, 5

“Treinamos muito, sofremos muito, foi duro. Não é porque foi a primeira Olimpíada do Jacky que já está bom, ele treinou muito. Eu vim representar todo cidadão brasileiro, a gente não desiste nunca. A gente chegou aqui bem. A gente sonhava muito com o pódio, então ficamos sentidos, mas demos nosso máximo. A gente fez o que tinha que fazer. Eu não quero sair daqui sem meu ouro, então vou me preparar que daqui a dois dias tem mais”, afirmou Isaquias ao canal SporTV.

Para isso, ele terá uma motivação especial: buscar mais uma medalha a Jesus Morlán, treinador espanhol que revolucionou a canoagem e foi seu grande mentor durante cinco anos, até sua morte em 2018, vítima de um câncer cerebral, aos 52 anos. O espanhol foi contratado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) em 2013. Antes de conquistar as três medalhas com Isaquias e Erlon na Rio-2016, Morlán havia levado o canoísta espanhol David Cal a conquistar cinco medalhas em Olimpíadas (um ouro e quatro pratas).

Ele sempre confidenciou aos atletas que seu objetivo era chegar a 10 medalhas olímpicas. Não será mais possível, mas um nono pódio seria uma justa homenagem. “Senti muito a morte dele. Jesus era uma pessoa insubstituível. Sabia quando ser duro, era direto e sincero. Certa vez, ele descobriu que nossos salários estavam atrasados e se negou a dar treino enquanto não nos pagassem. Meu atual técnico, Lauro de Souza, foi seu aprendiz. Queremos o ouro por nós e por ele”, contou Isaquias a VEJA antes dos Jogos.

 

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