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Fabiana Murer decepciona e fica fora da final do salto com vara

A atleta brasileira Fabiana Murer não conseguiu passar das eliminatórias do salto com vara dos Jogos de Londres, neste sábado no estádio olímpico de Stratford, e está fora da final da competição. A atleta de Campinas, campeã mundial em Daegu, era uma das maiores chances de medalhas do atletismo brasileiro. Fabiana saltou apenas 4,50 m, […]

Por Da Redação Atualizado em 8 out 2021, 20h20 - Publicado em 4 ago 2012, 12h53

A atleta brasileira Fabiana Murer não conseguiu passar das eliminatórias do salto com vara dos Jogos de Londres, neste sábado no estádio olímpico de Stratford, e está fora da final da competição.

A atleta de Campinas, campeã mundial em Daegu, era uma das maiores chances de medalhas do atletismo brasileiro.

Fabiana saltou apenas 4,50 m, na sua segunda tentativa, e não conseguiu superar os 4,55 m, sendo que o limite para se classificar era 4,60 m.

Depois de errar duas vezes o salto de 4,55m, tentou realizá-lo pela terceira vez, mas parou no meio do caminho, sendo advertida com a bandeira amarela.

Devido ao vento forte, precisou esperar para realizar a próxima tentativa e, depois de iniciar a corrida, parou mais uma vez, recebendo a bandeira vermelha da desclassificação.

“O vento estava atrapalhando bastante e os meus saltos estavam inconstantes. Não consegui manejar o último salto, acertar a vara, a corrida e infelizmente não consegui passar os 4,55m”, declarou a brasileira, visivelmente decepcionada.

“O primeiro salto foi muito bom, mas a vara estava fraca e não consegui passar a altura. Já no segundo, o final da minha corrida não foi bom e no terceiro o vento estava muito forte e nem consegui saltar”, explicou

“Na hora em que comecei a sair, senti o vento contra muito forte e não consegui sair do lugar na corrida, então decidi voltar e esperar até o último segundo para ver se o vento melhorava, mas realmente não tive condições de saltar. Era até perigoso e não queria me machucar”, relatou a atleta.

Nos Jogos de Pequim-2008, Fabiana também teve um desempenho abaixo do esperado. Naquela ocasião, a brasileira tinha sido prejudicada pelo sumiço de uma das suas varas durante a competição.

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“Uma coisa é diferente da outra. Agora sei que foi totalmente culpa minha. Eu simplesmente não consegui. Tinha todo o material, as condições iguais às outras meninas para poder saltar, mas não deu certo”, admitiu.

Além de se queixar do vento, Fabiana explicou sua eliminação pela inconstância dos seus saltos.

“Eu vinha treinando bem, mas meus saltos não eram tão constantes. Eu tenho condições de fazer um salto bastante alto, mas nem sempre consigo repeti-lo. Se eu tivesse conseguido fazer sempre o mesmo salto, teria passado todas as alturas sem problemas, mas desta vez, foi esta inconstância que me prejudicou”, revelou.

A brasileira também disse esta inconstância pode ser explicada pelo fato que ela tentou fazer alguns ajustes em sua técnica.

“Mudei alguns detalhes no meu salto para conseguir passar alturas mais importantes, como 4,95 m ou 5 m, mas primeiro tenho que me adaptar para passar as alturas mais baixas”, explicou Fabiana, que pouco competiu este ano por ter tomado a decisão de não disputar a temporada indoor e assim passar mais tempo apenas treinando.

“Tentei mudar mais detalhes do que se eu tivesse feito a temporada indoor e foram essas pequenas mudanças que deixaram meu salto mais inconstante. Mesmo assim, não me arrependo da minha escolha. Sempre treinei pensando no futuro, nunca quis ficar parada”, completou.

Fabiana Murer, de 31 anos, tem como melhor marca 4,85 m, que realizou no salto que lhe rendeu a medalha de ouro no Mundial de Daegu, em agosto de 2011.

A brasileira era vista como uma das principais atletas capazes de desbancar a russa Yelena Isinbayeva, atual bicampeã olímpica, que teve um desempenho irregular nos últimos anos.

No entanto, a ‘Czarina’ avançou com facilidade à próxima fase da competição, depois de alcançar os 4,55m no primeiro salto.

Apesar da decepção, Fabiana já avisou que pretende disputar os próximos Jogos, no Rio de Janeiro, em 2016.

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