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Ex-vice da Fifa é acusado de desviar dinheiro de doações a vítimas do terremoto no Haiti

Trinitino Jack Warner era o presidente da Concacaf na época em que a quantia de 750 mil dólares foi transferida pela Fifa e pela federação sul-coreana às vítimas da tragédia

Por Da Redação Atualizado em 29 set 2021, 19h54 - Publicado em 9 jun 2015, 12h57

Um dos principais envolvidos nos casos de corrupção no futebol investigados pelo FBI, o ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner, é suspeito de ter cometido mais um crime gravíssimo. O dirigente de Trinidad e Tobago foi acusado de ter desviado 750.000 dólares (2,3 milhões de reais) doados pela Fifa e pela federação sul-coreana às vítimas do terremoto no Haiti, que deixou mais de 200.000 mortos em janeiro de 2010. As informações são da emissora britânica BBC.

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A quantia teria sido depositada diretamente na conta de Warner, que na época acumulava os cargos de vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, e teria sido usada para seu uso pessoal. Vice da Fifa até 2011, Warner já foi indiciado pela Justiça dos Estados Unidos por fraude, extorsão, lavagem de dinheiro, compra de votos para sede da Copa, entre outros crimes. Na semana passada, ele se entregou à polícia de Trinidad e Tobago e pagou fiança de 400.000 dólares para responder ao processo em liberdade. Enquanto aguarda a extradição para os Estados Unidos, ele disse estar temendo por sua vida, mas garantiu que irá denunciar novos escândalos envolvendo a Fifa.

Tragédia – O terremoto ocorrido em 12 de janeiro de 2012 afetou mais de 3 milhões de pessoas no Haiti. Cerca de 30.000 prédios comerciais foram destruídos, incluindo a sede da federação de futebol do país – pelo menos 30 de seus integrantes, entre jogadores, técnicos e cartolas, morreram. Em 2012, Warner respondeu aos primeiros ataques sobre as suspeitas de desvio das verbas. Na época, a Federação Haitiana de Futebol alegava ter recebido apenas cerca de 5.000 dólares para o tratamento médico de seus dirigentes. “Não preciso responder a ninguém. Aqueles que queiram fazer alegações, que o façam”, foi a resposta de Warner às acusações na época.

(Da redação)

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