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Estraga-prazeres, Uruguai já projeta confronto com Brasil

Técnico Óscar Tabárez confia no bom retrospecto contra anfitriões e garante que o cansaço de sua equipe não será desculpa para possível mau resultado

Por Celso de Campos Jr., do Recife Atualizado em 7 out 2021, 10h06 - Publicado em 21 jun 2013, 15h41

“Não adiamos a viagem para Recife porque não deixaram. Aqui as equipes não têm essa possibilidade. Devemos treinar nas condições que nos oferecem e torcer para que elas sejam satisfatórias”, reclamou o técnico

Aguardando apenas a obrigatória vitória sobre o frágil Taiti, no domingo, para oficializar a passagem do Uruguai para as semifinais da Copa das Confederações, o treinador Óscar Tabárez começa a esfregar as mãos para o duelo com o Brasil – que, em sua opinião, deve ficar na ponta do Grupo A. E, por incrível que pareça, o choque contra os donos da casa, em franca ascensão e com Neymar em estado de graça, é algo que os uruguaios não temem – ao contrário, até anseiam. “Dizem de nós que incomodamos, que temos a fama de estragar a festa dos outros. Bom, isso não é muito simpático, mas vai bem numa situação dessas”, declarou “El Maestro”. “Se as coisas continuarem no ritmo que estão ocorrendo, encontraremos o Brasil nas semifinais, e aí seremos ainda menos queridos.”

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De fato, há sete anos sob o comando de Tabárez, esta seleção do Uruguai já despedaçou, com requintes de crueldade, o sonho de alguns anfitriões de grandes torneios. Em 2010, atropelou a África do Sul na primeira fase da Copa do Mundo e, nas quartas-de-final, quando todo o continente negro torcia por Gana, os sul-americanos eliminaram da competição, de forma dramática, a última representante da África. Um ano depois, na Copa América da Argentina, Suárez e Forlan despacharam o time de Messi, Agüero e companhia logo nas oitavas de final, no efervescente caldeirão de Santa Fé. E não custa lembrar que foi em terras brasileiras o maior triunfo da história do futebol uruguaio – a vitória por 2 a 1 na final da Copa de 1950, no Rio de Janeiro, diante de estimados 200.000 espectadores, episódio conhecido como “Maracanazo”.

Na entrevista após a partida contra a Nigéria, na quinta, em Salvador, Tabárez, que já havia expressado seu descontentamento com a Fifa pelo descuido com a parte esportiva do torneio, fez nas entrelinhas uma nova crítica à organização. Para fugir dos problemas encontrados em Recife, o plano do treinador era postergar ao máximo a viagem para a capital pernambucana, onde a Celeste volta a jogar no domingo contra o Taiti. Mas seu pedido foi negado e a delegação embarcou na manhã desta sexta. “Não adiamos a viagem porque não deixaram. Aqui as equipes não têm essa possibilidade. Devemos treinar nas condições que nos oferecem e torcer para que elas sejam satisfatórias.” O veterano selecionador, porém, garante que o cansaço não poderá ser usado como desculpa. “Sem dúvida, isso atrapalha, pois exige esforços extras para superar o desgaste. Mas tenho de me ocupar dessa questão – e não me preocupar com ela.”

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