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Em Londres, Scheidt iguala medalhas de Torben e vira maior do Brasil

Neste domingo, Robert Scheidt navegará pelas águas da Baía de Weymouth, no sul da Inglaterra, com uma certeza: quando cruzar a linha de chegada será o maior atleta olímpico brasileiro de todos os tempos. Em segundo lugar na classificação geral da classe Star, o velejador, que compete em dupla com Bruno Prada, já tem uma […]

Por Da Redação Atualizado em 8 out 2021, 17h41 - Publicado em 4 ago 2012, 20h28

Neste domingo, Robert Scheidt navegará pelas águas da Baía de Weymouth, no sul da Inglaterra, com uma certeza: quando cruzar a linha de chegada será o maior atleta olímpico brasileiro de todos os tempos. Em segundo lugar na classificação geral da classe Star, o velejador, que compete em dupla com Bruno Prada, já tem uma medalha garantida, pois independente do resultado na Medal Race não poderá ser ultrapassado pelo atual quarto colocado. Com a medalha no peito, Robert Scheidt igualará o feito do também iatista Torben Grael em Olimpíadas, com cinco conquistas, deixando para trás o nadador Gustavo Borges, que subiu ao pódio quatro vezes nos Jogos.

Apesar de ter o mesmo número de medalhas do que seu companheiro de modalidade, Scheidt leva vantagem. Ele já soma dois ouros e duas pratas e, independentemente de qual conquistar neste domingo, ficará à frente de Torben, dono de dois ouros, uma prata e dois bronzes entre Los Angeles-1984 e Atenas-2004.

‘Isso é ótimo, as marcas foram feitas para serem superadas. É bom para o esporte, você ter a vela representando bastante para o Brasil nas Olimpíadas é sempre bom para o esporte’, analisou o proeiro Marcelo Ferreira, que conquistou as medalhas de ouro da classe Star ao lado de Torben Grael em Atlanta-1996 e Atenas-2004.

Sem a conquista deste domingo, o velejador permaneceria empatado em número de medalhas com o nadador GustavoBorges, que se aposentou das piscinas logo após competir nas Olimpíadas da Grécia, em que buscava faturar a quinta medalha, sensação que ele relembra devido ao momento vivido por Scheidt.

Na ocasião, Gustavo Borges integrou o time nacional do revezamento 4x100m livre, que ficou fora da final e encerrou a competição em 12 . ‘É uma expectativa muito especial. Estar presente em várias Olimpíadas e ter a chance de disputar várias medalhas são coisas que poucas pessoas conseguem e é preciso ter uma longevidade dentro do esporte para poder fazer isso. Para o Robert, estar conseguindo este feito é uma coisa muito grande. Ele é um grande campeão, será um grande feito para o esporte’, declarou o nadador aposentado.

Gustavo não considera que a conquista da quinta medalha mudaria alguma coisa em sua carreira, mas não esconde que antes de sua última prova esse pensamento lhe passou pela cabeça, o que também deve estar acontecendo com o velejador neste momento.

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‘Em algum momento ou outro passa pela cabeça sim. Mas se esse pensamento chega, você tenta descartar ele rapidinho. O mais importante é o dia, a hora e a prova’, disse. Se Gustavo pudesse mandar um recado para o velejador antes de ele entrar na competição seria: ‘Foco na prova’, para só depois da regata parabenizá-lo: ‘Daria os parabéns pelo trabalho bem feito, ele é um exemplo de atleta, sempre muito focado, muito competente’, completou Gustavo Borges.

Para Marcelo Ferreira, que competiu ao lado de Torben Grael durante anos, a quinta medalha de Scheidt pode ainda reviver o espírito competitivo do companheiro que abandonou no meio a campanha pela vaga olímpica na Star em Londres-2012. O empecilho, no entanto, seria a retirada da classe Star do programa de competições das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

‘Pode ser até que dê uma motivação para o Torben, mas o problema é que hoje não tem classe para um cara mais velho. Estão mudando, estão trocando, tiraram a Star para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Quem sabe a Star voltando isso não dá uma motivação para o cara’, especula o carioca Marcelo Ferreira.

Aos 39 anos, Robert Scheidt chegou a Londres com 11 títulos de melhor do mundo conquistados em duas classes. Até os Jogos de Atenas-2004, ele competia individualmente na classe Laser, em que conquistou três de suas quatro medalhas olímpicas e oito campeonatos mundiais. Desde 2007, o velejador passou a competir na Star, em dupla com Bruno Prada, em que conquistou outros dois mundiais e a prata em Pequim.

A medalha de Scheidt/Prada deste domingo será a 17da vela brasileira em Jogos Olímpicos. Até o início de Londres-2012, o esporte era o que mais havia rendido medalhas ao Brasil nas competições, mas foi ultrapassado pelo judô, que chegou a 19 neste ano, graças ao ouro de Sarah Menezes e os bronzes de Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva.

Com 26 pontos conquistados, a dupla brasileira se classificou para a Medal Race da classe Star na segunda colocação, atrás apenas da dupla britânica formada pelos velejadores Iain Percy e Andrew Simpson, que lideram a competição com 18 pontos. Em terceiro na classificação geral está a dupla da Suécia, à frente dos noruegueses Melleby e Pedersen, que com 53 pontos não têm mais condição de alcançar os brasileiros.

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