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Elogiada pela Fifa, Rússia faz Copa mais compacta e cara

Orçamento dobrou desde a candidatura, em 2010 – agora, custo total é de 39 bi de reais (contra 27 bi de 2014). País se divide em quatro áreas de competição

Por Da Redação Atualizado em 8 out 2021, 09h36 - Publicado em 1 out 2012, 10h54

A Rússia é o país de maior extensão territorial do planeta, e os deslocamentos dentro de seu território sempre foram uma preocupação dos organizadores. Com o sistema adotado pelos russos, seleções viajarão menos

A Rússia anunciou no fim de semana que sua primeira Copa do Mundo, em 2018, custará quase o dobro do que era previsto quando o país entregou sua candidatura à Fifa. Em 2010, quando foram escolhidos para receber o torneio (derrotando as candidaturas da Inglaterra e das duplas Portugal e Espanha e Bélgica e Holanda), os russos falavam em gastar menos de 20 bilhões de reais com as obras relacionadas ao Mundial. Agora, a previsão é de uma despesa total equivalente a 39 bilhões de reais – o que faz com que o país supere com folgas a projeção de gastos da Copa de 2014, no Brasil. A Matriz de Responsabilidades brasileira, que lista todas as obras ligadas à realização do Mundial, soma atualmente 23,7 bilhões de reais. Um ponto a favor dos russos, porém, é a maior participação da iniciativa privada. Se no Brasil a grande maioria dos investimentos sairá dos cofres públicos (23,1 bilhões, contra só 4,2 bi de empresas particulares), a Rússia promete dividir os gastos pela metade com o setor privado.

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e aproveitou sua participação no anúncio das cidades-sede para alfinetar o Brasil

“Estamos um ano adiantados aqui na Rússia”, comemorou Blatter, lembrando que os brasileiros se disseram preparados para receber a Copa de 2014 antes que isso ficasse claro para a Fifa. “Os russos, por outro lado, começaram a trabalhar muito duro desde o início. É uma outra forma de ver as coisas. Estou contente.” Além do ritmo de trabalho, outro aspecto do Mundial de 2018 que agradou bastante à Fifa foi a organização das sedes. As onze cidades-sede escolhidas serão divididas em quatro áreas, de forma a evitar grandes deslocamentos em períodos curtos. Na primeira fase, por exemplo, os grupos serão divididos entre essas regiões, evitando que uma seleção tenha de viajar em excesso para jogar. A Rússia é o país de maior extensão territorial do planeta, e os deslocamentos dentro de seu território sempre foram uma preocupação dos organizadores. Com o sistema adotado pelos russos, as viagens mais longas só acontecerão no decorrer da competição – nas fases mais decisivas, Moscou será o foco.

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