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Derrotado no tribunal, Palmeiras precisará derrotar o líder

Sem anulação de derrota contra o Inter, clube aposta no bom retrospecto no palco do jogo decisivo. E federação tenta ajudar, protegendo os jogadores

Por Da Redação Atualizado em 8 out 2021, 02h05 - Publicado em 8 nov 2012, 17h11

“Ameaça é um crime que deve ser apurado e punido pela Justiça”, disse Del Nero sobre ações da torcida palmeirense

Depois de dezenove resultados negativos no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras sofreu uma derrota também no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quinta-feira. Num julgamento de quase três horas, o clube paulista não conseguiu impugnar o revés por 2 a 1 para o Internacional, em 27 de outubro, no Beira-Rio. O pedido foi negado por unanimidade, com nove votos a zero. O clube, que pode ser rebaixado já no domingo, tentava aumentar suas chances cancelando o jogo em função de um gol de mão marcado por Barcos. O lance foi anulado – de acordo com o Palmeiras, com ajuda da TV, o que não é permitido. Derrotado no tribunal, o Palmeiras precisa agora se salvar no campo. E o técnico Gilson Kleina se baseia no retrospecto do time em Presidente Prudente, palco do jogo de domingo contra o Fluminense, para tentar fazer com que seus jogadores e a torcida acreditem numa vitória.

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O Palmeiras tem 27 partidas disputadas no Prudentão até agora, com 15 vitórias, oito empates e quatro derrotas (aproveitamento de 65,4%). “Isso é um alento. O Palmeiras vem sendo muito competente lá. Esperamos que permaneça assim”, afirmou Kleina, lembrando que o campo é bastante propício para a prática de um bom futebol. “O gramado tem uma dimensão espetacular. Prudente vai nos acolher muito bem, com uma torcida forte.” Neste ano, o Palmeiras enfrentou São Paulo (3 a 3, com dois gols de Barcos e um de Daniel Carvalho) e Santos (2 a 1, com gols de Fernandão e Juninho) no Prudentão, pelo Campeonato Paulista. Para ter mais tranqulidade para trabalhar, o Palmeiras contou também com a ajuda da Federação Paulista de Futebol (FPF), que divulgou uma resolução (assinada por seu presidente, Marco Polo Del Nero, conselheiro palmeirense) proibindo a torcida organizada Mancha Alviverde de entrar nos estádios com seus uniformes.

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Os últimos incidentes envolvendo a Mancha Alviverde ocorreram no empate por 2 a 2 com o Botafogo, no domingo passado, em Araraquara – o Palmeiras já tem mandado seus jogos longe da capital paulista justamente por conta de punição provocada pela violência da torcida. No interior, foram registradas agressões contra policiais militares. Além de ter anunciado a proibição da torcida organizada nos estádios, a FPF tomou uma atitude contra as ameaças que dirigentes e jogadores do clube têm sofrido por causa da grande probabilidade de rebaixamento no Brasileirão. Marco Polo Del Nero fez uma petição cautelar à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para solicitar a abertura de um inquérito policial com intenção de punir quem fizer ameaças contra os atletas. Segundo ele, não é necessário que as ameaças se concretizem para as providências serem tomadas. “Ameaça é um crime que deve ser apurado e punido pela Justiça.”

(Com agência Gazeta Press)

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