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Comitê Olímpico de Tóquio adia para junho decisão sobre público nos Jogos

Aumento das infecções por Covid-19 no país, baixa taxa de vacinação e pouco apoio popular motivaram decisão

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 20h05 - Publicado em 21 abr 2021, 12h37

Em uma nova reviravolta, o Comitê Olímpico de Tóquio estendeu o prazo até junho para decidir se haverá ou não público presente nos Jogos. “Ainda estamos estudando o momento”, disse a presidente da entidade, Seiko Hashimoto, em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira, 21, depois que ela e o CEO Toshiro Muto se reuniram virtualmente com o conselho executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI). “Acho que precisamos de um pouco mais de tempo para fazer um julgamento adequado.”

Hashimoto reconheceu o baixo apoio do público no Japão para prosseguir com a Olimpíada, principalmente porque menos de 1% da população foi vacinada. Pesquisas mostram que cerca de 75% da população se opõem a ir em frente com os Jogos. “Nos municípios, a situação é terrível”, disse ela. “Para manter a segurança, devemos conter a propagação do vírus o mais rápido possível.”

O ministro do governo japonês responsável pela vacinação, Taro Kano, deu a entender na semana passada que os locais vazios pareciam mais prováveis ​​com o aumento das infecções por Covid-19 em todo o país.

Muitas das preocupações agora giram em torno do revezamento da tocha. Uma parte do revezamento na quarta-feira foi retirada das ruas da cidade de Matsuyama, na prefeitura de Ehime. O evento aconteceria em um parque da cidade “sem espectadores ou apresentações no palco”, disse um comunicado do comitê organizador.

Isso ocorreu após o desvio da tocha na semana passada em Osaka – a segunda maior área metropolitana do Japão – e executado apenas em um parque da cidade. Algumas etapas do revezamento também serão retiradas das ruas públicas nos dias 1º e 2 de maio na ilha de Okinawa, no sul do Japão.

O revezamento da tocha contará com um total de 10.000 corredores cruzando o Japão até a chegada em 23 de julho na cerimônia de abertura em Tóquio. O revezamento começou em 25 de março no nordeste do Japão e, embora tenha ocorrido com poucos incidentes, os organizadores alertaram que pode ser necessário redirecionar conforme as condições mudarem.

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