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Ciclista Schleck nega doping e sugere envenenamento

Por AE-AP Pau – O luxemburguês Frank Schleck negou nesta quarta-feira que tenha tomado qualquer substância proibida depois de testar positivo para doping na atual edição da Volta da França. O ciclista ainda sugeriu que possa ter sido envenenado, após um exame apontar a presença do diurético Xipamida, segundo informou a União Ciclística Internacional (UCI) […]

Por Da Redação 18 jul 2012, 09h36

Por AE-AP

Pau – O luxemburguês Frank Schleck negou nesta quarta-feira que tenha tomado qualquer substância proibida depois de testar positivo para doping na atual edição da Volta da França. O ciclista ainda sugeriu que possa ter sido envenenado, após um exame apontar a presença do diurético Xipamida, segundo informou a União Ciclística Internacional (UCI) na última terça.

Após a confirmação do caso de doping, Schleck resolveu deixar a Volta da França antes da disputa da 16.ª etapa da prova, que teve largada nesta quarta. O ciclista da equipe RadioShack disse que “rejeitou formalmente” ter tomado qualquer substância proibida e solicitou a realização da amostra B do teste antidoping.

Um comunicado enviado pelo ciclista para a imprensa em Luxemburgo disse que “se essa análise (amostra B) confirmar o primeiro resultado, uma queixa será apresentada contra uma pessoa não identificada por envenenamento”.

Frank Schleck é o irmão mais velho de Andy Schleck, campeão da Volta da França de 2010, que ficou fora da edição deste ano da prova por causa de uma lesão na coluna vertebral. No ano passado, Frank ficou com a terceira posição da tradicional competição.

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Na última terça, a UCI informou que Schleck testou positivo para o diurético proibido Xipamida no sábado, confirmando novo caso que mancha a reputação do ciclismo, já abalado por vários outros problemas com doping.

O diurético Xipamida é classificado como uma substância específica e que não requer uma suspensão provisória. A Agência Mundial Antidoping (Wada), por sua vez, ratificou que “substâncias específicas” como a Xipamida fazem parte de um grupo “mais suscetível a uma justificativa verossímil, sem relação com doping”.

As punições ligadas a esse tipo de diurético são geralmente mais brandas pelo fato de os atletas terem mais chances de provar que não ingeriram a substância com o objetivo de melhorar o seu desempenho esportivo.

Antes de abandonar a Volta da França, Schleck estava na 12.ª posição na classificação geral da prova, 9 minutos e 45 segundos atrás do líder, o britânico Bradley Wiggins, sendo que a última terça-feira foi dia de descanso para os ciclistas.

Quando se sagrou campeão da Volta da França em 2010, Andy Schleck foi beneficiado pelo caso de doping envolvendo Alberto Contador, que perdeu o título da prova após ter positivo para a substância proibida clenbuterol.

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