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CBF deve anunciar queda de Felipão nesta segunda-feira

Fim da segunda passagem do técnico pela seleção foi confirmado pela entidade à TV Globo. Toda a comissão técnica do Brasil no Mundial deverá ser dissolvida

Por Da Redação Atualizado em 6 out 2021, 14h08 - Publicado em 14 jul 2014, 01h01

Felipão está no cargo desde o fim de 2012, quando foi o escolhido para substituir Mano Menezes, dispensado por Marin e Del Nero. No total, foram 29 jogos, com dezenove vitórias, seis empates e quatro derrotas

A CBF deverá anunciar publicamente nesta segunda-feira a demissão do técnico Luiz Felipe Scolari e a dissolução da comissão técnica que levou a seleção brasileira ao quarto lugar na Copa do Mundo. De acordo com informações divulgadas no fim da noite de domingo pela TV Globo, o comando da entidade confirmou que Felipão não vai permanecer no cargo. Em sua segunda passagem pela equipe, depois de conduzir o Brasil ao pentacampeonato, no Mundial de 2002, o treinador gaúcho de 65 anos levou a equipe ao título da Copa das Confederações, no ano passado, e recuperou a reputação da equipe no exterior, com bons resultados contra seleções fortes, como Itália, França, Uruguai, Espanha e Portugal. Na Copa do Mundo, entretanto, Felipão não conseguiu reeditar o futebol competitivo e eficiente da temporada passada. Depois de uma primeira fase irregular no torneio, com duas vitórias e um empate, sua equipe passou pelo Chile nos pênaltis e venceu apertado da Colômbia antes de cair de forma desastrosa diante da Alemanha, na semifinal, na pior derrota já sofrida pela centenária história da seleção: 7 a 1 no Mineirão, na última terça-feira.

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Felipão atribuiu a queda na semi a uma “pane” no primeiro tempo e pregou a necessidade de fazer uma despedida honrosa da competição na decisão do terceiro lugar. Na briga pelo bronze, no sábado, em Brasília, mais uma derrota constrangedora: 3 a 0 para a Holanda, com facilidade. Depois da partida, o treinador disse que colocava seu futuro nas mãos do presidente da CBF, José Maria Marin. O cartola e seu sucessor eleito, Marco Polo Del Nero, tinham dado pistas de que manteriam Felipão no cargo caso a despedida do Brasil fosse razoável. Diante de mais uma atuação sofrível, da segunda derrota consecutiva e da terrível repercussão da reta final da campanha entre os torcedores, eles teriam decidido pela demissão de Felipão e todos os seus auxiliares, além do coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. Faziam parte da comissão técnica de Scolari o preparador físico Paulo Paixão, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o auxiliar técnico Flávio Murtosa.

Felipão está no cargo desde o fim de 2012, quando foi o escolhido para substituir Mano Menezes, dispensado por Marin e Del Nero. Ele estreou apenas no início de 2013, perdendo para a Inglaterra, em Wembley. No total, foram 29 jogos, com dezenove vitórias, seis empates e quatro derrotas. Como não havia decidido sobre Felipão, a cúpula da CBF ainda não tinha dado pistas sobre quem será o substituto do treinador gaúcho no comando da seleção. Os primeiros desafios do escolhido para conduzir a equipe até a Copa da Rússia, em 2018, são dois amistosos nos Estados Unidos, em setembro, contra Colômbia e Equador, além de uma partida contra a vice-campeã mundial Argentina na China, em outubro, e outro amistoso no exterior, contra a Turquia, em Istambul, em novembro. No ano que vem, a seleção disputa a Copa América, no Chile, além de iniciar seu caminho rumo ao Mundial, já que voltará a disputar as Eliminatórias para a Copa (por ser o país-sede da competição encerrada neste domingo, a equipe não precisou participar do torneio classificatório sul-americano).

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