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Caso Neymar: presidente do Barça nega fraude e culpa antecessor

Josep Maria Bartomeu afirmou que apenas Sandro Rosell deveria ser responsabilizado por possíveis irregularidades na negociação do brasileiro

Por Da Redação Atualizado em 29 set 2021, 22h19 - Publicado em 13 fev 2015, 16h33

O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, prestou depoimento na Audiência Nacional da Espanha nesta sexta-feira e afirmou ao juiz Pablo Ruz que não teve participação em nenhum dos contratos firmados durante a transferência do brasileiro Neymar. Segundo ele, seu antecessor, Sandro Rosell, foi o responsável por toda a negociação, concretizada em junho de 2013.

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Bartomeu também negou ter cometido crime fiscal durante o exercício de 2014, quando já tinha assumido o comando do clube. Ele é acusado de não pagar 2,8 milhões de euros à Fazenda espanhola em impostos pela contratação do atacante. O dirigente reiterou que o clube pagou “apenas 57,1 milhões de euros” (174 milhões de reais) por Neymar, e não os 94,8 milhões de euros (289 milhões de reais) apontados em relatório da Agência Tributária, entregue ao promotor do caso, José Perals.

Segundo informaram pessoas presentes no julgamento, Bartomeu explicou ao juiz que não interveio na negociação nem na configuração de nenhum dos sete contratos que foram firmados durante a transferência de Neymar. O dirigente disse que só um grupo reduzido de pessoas estava conduzindo a contratação, e ele era uma delas, mas o processo teria sido liderado sempre por Rosell – que deixou a presidência do clube em janeiro de 2014, após ter sido acusado de cometer dois crimes fiscais e um delito societário na contratação do jogador.

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Ainda como vice-presidente esportivo do clube, Bartomeu afirmou que assinou os contratos por considerá-los adequados. Depois, já como presidente, revelou que deu instruções aos advogados tributários para trabalharem com risco zero e prever o que o Barcelona poderia dever à Fazenda. Depois disso, seguindo suas recomendações, o clube pagou 13,5 milhões de euros para regularizar a situação, um montante que, garantiu, cobre com sobras as possíveis dívidas do Barcelona com a Fazenda.

O depoimento de Bartomeu durou mais de três horas. O dirigente foi perguntado sobre todos os contratos assinados com empresas da família de Neymar. A Fazenda Pública avalia que essas parcerias foram usadas como fachada, o que Bartomeu nega. Ele assegurou que o grupo Neymar emprega cerca de 40 pessoas e, desde 2006, explora os direitos de imagem do jogador. O dinheiro foi pago a essas empresas, insistiu.

(Com agência EFE)

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